Carta ao leitor 2: um leve desabafo

Caríssimos leitores,

 

Este texto é só para agradecer a vocês, fãs do blog, pelo número de acessos registrados na última terça-feira. O blog bateu seu recorde em mais de três vezes! O antigo recorde era cerca de 110 acessos em um dia. Na terça-feira, esse número chegou a 351! Imagino que alguém que seja conhecido na internet tenha divulgado o blog, já que na terça eu não postei texto nem fiz qualquer divulgação em mídias sociais e atingiu esse ótimo número. Na quarta-feira, o acesso chegou a 190. Manteve um número alto.

Coincidentemente, minha vida tornou-se um inferno a partir de terça-feira. Estava tudo dando certo, eu estava feliz, e de repente foi azar atrás de azar. Tanto azar e lamentação que não consegui transformar tudo isso em humor. E quem me conhece sabe que isso é raro, pois sempre que me fodo dou um jeito de zoar a mim mesmo e fazer outras pessoas rirem. No próprio blog há histórias verídicas, pessoais, de dias de inferno que já passei.

Não sei se parte desses 351 acessos me amaldiçoou, me arriou no voodoo, fez macumba ou algo do gênero. Eu imagino que sim, porque alguns já resumiram esse ódio em forma de comentários no blog. Quero frisar, novamente, que o conteúdo do blog não é para criar raiva ou discórdia e sim risos e debates pacíficos. No entanto, não é isso que estou percebendo, fato que me levou a refletir sobre o “sucesso” do blog. Conforme aumenta os acessos aumenta a crítica e o número de pessoas que não entendem sua essência. Volto a bater nessa tecla. Eu, sinceramente, preferia meia dúzia que entendesse o blog, risse ou discordasse das ideias trazendo conceitos de forma PACÍFICA, do que isso: uma explosão de acessos de gente que lê apenas um texto fala diversas bobagens.

Estou pensando em interromper o blog justamente por ter fracassado no principal intuito da criação do mesmo: fazer as pessoas rirem. Talvez eu esteja provocando mais ódio do que risos e isso não é legal para mim. Aceito críticas ao conteúdo numa boa, mas confesso que me faz mal abrir o e-mail, depois de um dia cansativo, de estress, e ler tanta ofensa pessoal. Tanto xingamento à minha pessoa, sendo que o objetivo era criar humor, não isso.

Infelizmente, as pessoas riem de críticas e se divertem com elas, desde que não as afete. O ser humano adora rir dos outros, mas não admite que os outros dêem risada dele. Ta aí algo que não tenho, sou muito auto-crítico e tiro sarro de mim mesmo sempre.

Uma vez, uma amiga minha que sempre me elogiava, acompanhava o blog e se divertia com ele mudou sua opinião após ler o texto sobre os gordinhos: https://hilariodiario.wordpress.com/2010/02/24/um-voto-a-favor-da-ditadura-da-beleza/#comments

Por se considerar acima do peso, ela me criticou veementemente e de brilhante, gênio, passei a ser preconceituoso, um verme etc. E tenho certeza que a história se repete. Aposto que muitos vegetarianos, por exemplo, que lessem outros textos antes daquele que os critica iriam adorar e se divertir por aqui. Mas é aquela história: rir dos outros é legal, aceitar críticas que te atinjam diretamente é ooooutra história.

É isso. Fiquei feliz com os recentes números de acesso.Muito feliz, também, com os comentários de elogios. Acreditem, cada frasezinha dessa, dizendo que lê, que gosta, me dá muita força para continuar. Faz MUITA diferença.

 

Obrigado a todos, abraços

 

Obs: prometo dar um tempo nas cartas para leitores e escrever o que interessa. Só precisava desabafar mesmo.

Obs 2: não leu o texto sobre o carnaval? Dá uma descida na página e confira

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Published in: on março 3, 2011 at 4:07 pm  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Opa, é o Dom.

    Então, eu nunca fiquei ofendido com os seus textos Rafa, mas confesso que entendo como eles podem fazer você parecer um grande filho da puta pra quem não te conhece.

    A minha sugestão seria deixar mais claro de que se trata de uma sátira ou hipérbole. Quem sabe criar um personagem meio absurdo para que fique mais na cara, sei lá.

    Minha sugestão. Abs,

  2. Tipo, tem que ser muito imbecil pra não entender o espírito da coisa. Uma pessoa que leve a sério uma ideia como colocar lâminas no metrô de são paulo pode até ser alfabetizada, mas não possui a menor capacidade de ler verdadeiramente um texto. Se o povo lesse Machado de Assis, talvez conseguisse (ou não) entender uma ironia. Mas as pessoas gostam é de ler esses jornais de merda de nosso país, e acreditam nas tantas mentiras que são divulgadas diariamente. Também adoram fazer uma interpretação literal de Livros “revelados”, dando margem a tantos fanatismos mundo afora.

    A moda agora é o politicamente correto, o típico discurso que as pessoas usam para aliviar a consciência pelas sacanagens que fazem com os outros. Elas não suportam a ironia, porque desconstrói a farsa dessa sociedade de merda, ao desafiar a unanimidade da crença em seus valores hipócritas. Infelizmente, é complicado ter opinião própria num mundo de aparências.

    Rafael, eu sei que é foda tudo isso pelo que você tá passando agora. Mas eu espero muito que você não desanime, e continue com seus excelentes textos. Pelo menos você já conseguiu alguns leitores fiéis pro seus blog. E eu acho que isso vale mais do que o bando de gente otária que não entende nada e vem falar merda.

    Abração,
    G.S.


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