Ironias da vida e soluções para o metrô

Hoje me peguei pensando no quanto a vida é irônica. Sarcástica, sarrista e qualquer tipo de derivados presentes nas características de um belo filho da puta. Geralmente, para não dizer sempre, o alvo das piadas da vida é você mesmo. É o que eu digo sempre, o poder superior mexendo os pauzinhos para rachar o bico da sua cara. Ontem, dia 11 de janeiro de 2010, voltei à minha “amada” terra natal após umas merecidas férias. Passei o corredor até a porta do escritório orando e quase me derramei em lágrimas quando abri a porta do trabalho. “Bem vindo ao inferno garoto, isso aqui não tem graça sem você, HUAAAAHUAAAHUAAAHUAAAA (risada demoníaca em slowmotion)”.

Curiosamente, logo depois de pensar isso ouço uma voz dizendo: “o endereço daqui? É rua tal tal tal, conjunto X, Paraíso”. Perceberam? “PARAÍSO”. Mas que porra de merda de “Paraíso” é esse? Pronto, temos um exemplo claro de sarcasmo da puta da vida. Não queria nem imaginar se o bairro chamasse “Inferno”. Se bem que poderia ser ótimo se seguirmos a linha de raciocínio acima.

Colocar o nome de “Paraíso” em uma das estações mais INFERNAIS do metrô de São Paulo é outra ironia que, para mim, foi planejada. Algum lazarento colocou de propósito. Sempre que eu passo por ali penso “ééé, esse Paraíso tá mais pra inferno”. Confesso que após tantas sátiras com Paraíso comecei a ficar com receio do mesmo. Num longínquo dia Deus me falará: “Missão cumprida meu filho, bem vindo ao Paraíso” e serei obrigado a ir com um pé atrás: “posso dar uma olhada antes tals? Só para garantir?” Vai que me deparo com a estação Paraíso em horário de rush tendo que pegar sentido Tucuruvi? Ou ficar no meu trabalho por toda a eternidade?

Outra ironia é o início de ano. Todos felizes, “começou um novo ano, eeeee!” Poucos dias após já aparecem as bombas: IPVA, IPTU, matrícula das crianças etc etc etc. A época festiva de início de ano é a que mais acumula bombas na caderneta de poupança. Mas vamos comemorar o começo da mesma coisa de sempre.

Causos do metrô

Mas voltando ao assunto metrô, está aí uma das coisas mais irritantes do cotidiano paulistano. Quem não mora em cidade com metrô, imagine um trem, embaixo da terra, lotadaço, com gente te empurrando, um calor miserável, pseudo-pessoas fedendo etc. Mas não é só de tristezas que vive o metrô. Um dia tava indo à rodoviária, sexta-feira à noite, trem LOTAADAAÇO e uma gorda enorme, mas daquelas grandes mesmo, estava na porta com uma chupeta de baleia (entenda-se filha dela) ao lado. Além de ocupar a passagem inteira, ela carregava malas. Ou seja, bloqueou completamente a saída. Aí chegamos à estação Sé, aquela que consegue ser pior que o “Paraíso”. A galera em massa querendo sair e a gorda: “calma filhinha, fica aqui” e simplesmente ficou na porta parada, selando a passagem. Puts só de lembrar eu já racho o bico. A gorda foi atropelada por um estouro de boiada. “Aaaai, aaai seus brutos!!! Onde já se viu!” E ficou choramingando a viagem toda. Patético.

Outra vez eu desço na estação quando vejo um acúmulo anormal de pessoas. Um número ainda maior do que a superlotação habitual. Comecei a apurar os porquês e descubro o motivo: um cara quis se matar e jogou-se na linha de metrô. Na boa, tem que ser muito filho da puta para querer se matar no metrô em plena hora do rush. Deveria ser um infeliz maldito querendo acabar com o início de noite de milhares e milhares de pessoas. Quer se matar se mata seu merda, mas não fode o restante da humanidade que já vive em uma cidade semelhante ao inferno. Porque às 18:00? No metrô? É muita coincidência concordam? Ele quis é ferrar todo mundo. E o pior é que o infeliz não morreu. O cara é tão loser que atrasou todos, irritou a galera, se estrepou todo atropelado pelo metrô e sobreviveu. Patético II.

Soluções para os problemas

 Mas estive pensando durante esses dias sem texto no blog: “eu só reclamo, reclamo, e geralmente não apresento soluções”. E neste texto começarei a fazer isso, mostrar soluções. As ideias serão desde simples, como pôr uma meia suja na boca de uma criança chorando (um dos primeiros textos do blog, quem não leu volte e confira) até as mais bizarras. A solução no caso do metrô é complicada, mas dá para resolver. O atraso do metrô é o que causa mais problemas, pois evita que saia novos trens, eles andam em velocidade menor, aumenta a lotação etc. E uma das principais causas disso são os cretinos segurando a porta, evitando que ela se feche até conseguir entrar. E não conseguem entrar justamente porque ninguém sai da área das portas, não deixam ir para os corredores e ferra tudo.

 Uma simples idéia que tive resolve esses dois problemas: trocar a borrachinha que reveste a extremidade das portas duplas por lâminas bem afiadas. Além disso, teria apenas um pequeno aviso antes dela fechar com toda força que a engenharia pode proporcionar: “Piii.. PÁÁÁÁÁÁ!” Em cada parada amoladores automáticos afiam as lâminas. Quero ver alguém segurar porta. No começo será um festival de membros voando, mas grandes problemas requerem soluções extremas. Isso evitaria o pessoal de ficar na região das portas. Primeiro porque ninguém quer ficar perto de uma guilhotina e segundo porque o local estaria cheio de sangue, pernas, braços etc. E não pode limpar o trem não! Tem que ficar lá de exemplo! Isso já resolveria o problema da gorda, por exemplo.

 Já o caso do infeliz suicida eu proponho aumentar a profundidade do buraco do metrô e revesti-lo de lâminas lá embaixo. Assim o cara quer se matar pula lá, morre no buraco lá embaixo e a nossa vida continua. Assim todos saem felizes, não atrasa o dia, não causa problemas e o maldito morre de vez. Isso também ajudaria na outra medida caso as pessoas continuassem na área das portas, interrompendo a passagem. Após 15 segundos de porta fechada o chão na área das portas abriria para uma queda sem volta nesse calabouço de suicidas.

Enfim, soluções simples para problemas grandes. Votem em mim para vereador nas próximas eleições.

Anúncios
Published in: on janeiro 12, 2010 at 4:20 pm  Comments (10)