Pastando com as “vaquinhas”

E o dinheiro voa com as "vaquinhas"

E o dinheiro voa com as "vaquinhas"

“Queridos, essa semana temos dois aniversários, estou recolhendo R$20,00 de cada um para comprar os presentes.”

Nada melhor do que começar o dia com uma mensagem dessas concorda? Eu tive essa sorte nesta terça-feira. Afinal, a confraternização de aniversários com o pessoal do trabalho é um dos momentos mais inesquecíveis de nossas respectivas vidas. Aliás, o que não falta é invenção de coisas para pegar nosso suado dinheiro. Toda a semana sou “assaltado” por algum tipo de “vaquinha”.

Os motivos variam de importantes a banais: aniversário, casamentos, nascimento de filho, despedida de fulano, de ciclano, aniversário da avó, churrasco de confraternização, morte de parente etc. Afinal, qualquer dia é dia, qualquer ocasião é ocasião e qualquer hora é hora para perdermos dinheiro em nome da política da boa vizinhança.

Dá para escapar da vaquinha?

Eu já perdi a conta de quantas vezes e quanto dinheiro eu já perdi nessa brincadeira (de extremo mau gosto). Numa época, trabalhei em uma empresa que a cada semana tinha despedida de alguém e grana para comprar algo para a pessoa. Fiquei oito meses dando presente de aniversário para todo mundo. Entrei um mês depois do meu aniversário e dois meses antes dele chegar eu sai da empresa. Depois de tudo, fiquei sem meu presente de aniversário de lá. Não quero nem contabilizar o preju.

Numa dessas, uma cretina lá iria casar. Para variar, todo mundo fugindo de dar a grana e a pessoa responsável por recolher (geralmente a mais chata do ambiente) em cima, na marcação.

– Rafael, você já deu o dinheiro do casamento?

– Ér… não…

– E então? Tem que dar até hoje para comprarmos o presente

Me senti como se estivesse sendo intimado a pagar uma dívida. Dei o dinheiro, meio que segurando a nota. Nesse momento, reparei a expressão de alívio de alguns amigos que não tinham dado a grana e achavam que iriam escapar.

– Espera aê, tem muita gente que ainda não deu! Júnior, Ronaldo, Alex… Eu não vou me fuder nessa sozinho não!

Confesso que fui pau no cu para caramba, mas não me ferraria sozinho! Jamais! Ainda mais quando o assunto é grana. No entanto, mesmo que eu não tivesse falado, eles não escapariam. A “vaquinha” é algo que não dá para fugir. Nem McGayver ou Chuck Norris não pagam e saem ilesos. Eu já me rendi a essa força superior, passei a incluí-la na minha lista de despesas mensais:

– 80 reais do clube, 50 do celular, 30 das vaquinhas…

Acesso de raiva

Quando vem aquela pergunta: “Rafa você vai participar da vaquinha da fulana? É pro chá de bebê da criança dela.” Dá vontade de dizer:

– Não caralho! Que se foda ela e o bebê dela. Não se cuidou, embuchou e o palhaço aqui tem que pagar a conta? Não vou participar dessa merda e quando eu for sair ou fazer aniversário ou casar não façam nada para mim. Que porra bicho, vê se me erram!!! Esqueçam-me!

Ou então:

– Por que a pergunta? Eu tenho escolha por acaso? Posso dizer que não e sairei sem ser taxado e rotulado de tudo que é pior e desprezível na face da Terra?

Não tem jeito. Explodindo ou sendo educado, recusar sua participação em algo assim é assinar atestado de filho da puta na empresa.

– Nossa nem para participar da “vaquinha” gente…

– Está louco, esse aí é um anti-social pão duro. Não dá para contar com ele!

Qualquer imbecil sabe que essas confraternizações só dão prejuízo. No caso dos casamentos, geralmente morre 20 pau, ou mais, e não somos convidados em 90% dos casos. Agora por que tenho que dar grana para o casamento de alguém que mal conheço e que sequer fui convidado à festança?

Pior que aparece lá na lista quanto cada um deu, ou seja, discrição zero! Além de saberem quanto você deu, e fofocarem que você é pão duro, aparece em letras vermelhas: “Fulano de tal NÃO quis colaborar”. Parabéns, esta na lista negra para sempre. Já pensei em forjar meu casamento e fugir do País. Não é uma má idéia.

Contabilizando o prejuízo

Nos aniversários, geralmente você dá 10 reais. A conta é simples:

São mais de 20 aniversários por ano no mínimo = 200 conto

Você faz aniversário uma vez por ano = presente de 20 pau

200 – 20 = 180 pau de despesa SÓ EM ANIVERSÁRIOS!! Não quero nem imaginar em casamentos, despedidas etc.

O que eu não entendo é como eu recebo uma camiseta de 20 reais no meu aniversário se cada um da empresa deu 10 reais pro presente. Caralho, dá para juntar 200 pau e só recebo 20? Onde foram parar os outros 180 conto?? Não venham me dizer que duas garrafas de Coca e um bolinho custaram isso! Desconfio da existência da máfia das “vaquinhas”, só pode ser. Devem movimentar uma grana violenta com esse absurdo! Por isso eles arrumam qualquer desculpa para fazer essa merda, para completarem a receita do mês com o caixa dois!!!

Eu exijo a CPI das “vaquinhas” JÁ!!!!!

Se bem que essa CPI acabaria em pizza né? E essa pizza com certeza seria paga com outra “vaquinha”. Mais 10 pau morrendo. Deixa assim mesmo.

“Vaquinha na escala do terror”

Sinceramente, começar o dia perdendo 20 mango é maldade demais. A “vaquinha” mexe com o mental e o psicológico, já que tirou sua preciosa grana. E por que não o físico? Já que você trabalhou pelo dinheiro e o perdeu? Nota 9,5 para essa merda!

Obs: tem gente que ainda não aprendeu a comentar. Aqui embaixo está escrito (X comentários). Clique no link, desça até a caixa branca e escreva o seu. Não há casos registrados de morte por comentarem em um texto.

Published in: on agosto 18, 2009 at 8:19 pm  Comments (11)  

As lições e traumas que tive com meu pai

Domingo teve dia dos pais e me peguei pensando sobre os ensinamentos que tive com o meu. Cheguei à conclusão que muito do que sou hoje devo ao meu velho. O sarcasmo, ironias, a genialidade, as sacadas, a capacidade de escrever, música, miopia, roubar nos jogos etc. A maioria foi passada com a convivência em todos esses anos. E com traumas também, como vocês leram no texto anterior, quando o mesmo tacou limão no meu olho com terçol. Diversos outros episódios aconteceram nesses anos.

Meu pai sustentou a minha casa (e ajuda nisso por livre e espontânea pressão judicial até hoje) e sustentou também uma mulher fora do casamento. Não era amante não. Seu nome era Heloísa, a terapeuta dele. São mais de 35 anos de terapia e minha mãe sempre afirmava que era dinheiro jogado fora, já que ele sempre foi o mesmo animal Homer Simpson de sempre. Um dia ela fez terapia também e passou a compreender:

 – Eu achava que não tinha dado resultado. Hoje vejo que deu sim e imagino como ele seria se não tivesse feito.

 Algo a se pensar. Como seria meu pai sem a terapia? Talvez mais genial, talvez mais louco… Não sei, sei que não é fácil ter um pai perturbado. Mas não é de todo mal.

 Aprendendo a lição da coragem

Morávamos em uma rua que tinha feira todas as terças. Uma vez, estava brincando com minha irmã no quarto. De repente, vimos um rato sair de baixo da cama para a cozinha. Eu e ela subimos no beliche e ficamos gritando lá, chamando por ele, já que minha mãe estava no banho. O diálogo foi simples:

 – Que foi?

– Pai, saiu um rato enorme dali, foi pra cozinha!!!

– Muito grande?

– Aham, desse tamanho – disse, indicando com as duas mãos. Imagino que tinha quase 20 centímetros.

– Caramba tudo isso? Dá um espaço aí então.

 Ele simplesmente subiu no beliche e ficou gritando junto com a gente!

 – Mãe!!!!

– Roooooose!!!!

– Mããããe!!!!

– Roooooooose!!!

 Minha mãe teve que expulsar o animal (o rato) da casa. Enquanto o outro animal (meu pai) fechava as portas para o roedor não voltar enquanto ela corria atrás dele com a vassoura. Uma bela demonstração que devemos ter coragem! Encarar os medos! Afinal, sou um homem, não um rato! Né pai?

 Aprendendo que o importante é competir

 Meu pai nunca soube perder. Rouba até em par ou impar e, com certeza, a influência dele foi determinante para minhas trapaças em jogos. Até porque, para vencê-lo, tinha que trapacear também, se não era impossível. Agora imaginem crescer com isso? Tendo que roubar porque o pai não deixava a criança ganhar? Tem um vídeo que estamos brincando de lutinha e ele dá uma demonstração de esportividade e caráter admirável ao filho. Minha mãe filmando, anunciou o começo da luta. Fui para cima dele quando ele me interrompeu:

 – Espera aí! E o cumprimento antes da lutinha?

Estendi a mão para ele. Meu pai a pegou, deu um golpe e me derrubou com tudo no chão. Eu, é claro, comecei a chorar enquanto ele ria que se mijava (a lá Raimundos). Minha mãe ficou puta tentando convencê-lo a me deixar ganhar. E a pergunta amigos: como eu venci a lutinha? O que tive de fazer para ele deixar eu vencer? O mesmo truque dele! Tive que trapacear, falar para cumprimentá-lo, puxar a mão dele e derrubar. Inconscientemente qual a lição que a criança aqui aprendeu? “Trapaceie e irá vencer qualquer desafio.”

Nossas lutinhas continuaram por muitos anos, sempre com o mesmo final: eu chorando após um soco na barriga, ele dizendo que não deu com força e minha mãe berrando. Ele também brincava de “Elastikon” comigo. Era um carro que poderia passar por qualquer obstáculo, segundo a propaganda. E no vídeo o carrinho transpondo pedras e outros objetos. A brincadeira era simples. Ambos deitados, ele o elastikon, eu os obstáculos.

No futebol não era diferente. Jogávamos na praia a pelada chamada “golzinho fechado”, onde o gol tem, no máximo, cinco passos de largura e não tem goleiro. Uns três ou quatro de cada lado. O problema é que meu pai nunca saía de dentro do golzinho e ele ocupava todo o local, sendo praticamente impossível marcar um tento. As raras vezes que a bola conseguia entrar ele dizia que foi por cima da trave e não valia. E quando chegávamos perto ele batia. E não pensem que ele aliviava para a minha irmã não. Uma vez ele deu um chute na canela dela que deve estar roxo até hoje. Agora vocês sabem porque roubo tanto em qualquer jogo.

Aprendendo a respeitar as autoridades

 

Poucas coisas meu pai odeia tanto quanto policiais. Segundo ele, não servem para merda nenhuma, a não ser ganhar dinheiro para nos reprimir, enquanto a ROTA convive pacificamente na mesma esquina da Cracolândia. Numa dessas, estávamos indo ao clube nadar quando ele viu uma policial olhar para o nosso carro e anotar a placa. Ele parou o carro furioso e foi falar várias para a mulher porque ela escreveu a numeração da placa em uma das mãos:

 

– Escuta aqui menina, eu pago imposto para você trabalhar, nunca atrasei pagamento algum! Se é para ser multado exijo pelo menos um papel!!!

 

– Menina não meu senhor, autoridade.

 

Nem preciso dizer que, a partir daquele momento, fudeu de vez. Uma minazinha arrogante de um metro e meio exigindo que meu pai a chamasse de autoridade. Ele passou a tarde falando um monte para aquele ser. O tenente, sei lá o que, queria levá-lo para a delegacia por desrespeito, mas desistiu, coincidentemente no momento que soube que ele é jornalista. Ele estava até sem o documento do carro e mandando todo mundo à merda. Eu tive que correr até em casa, pegar o documento e voltar enquanto ele discutia. Resumindo, perdi o clube, mas deu para dar risada.

 

Outro exemplo de respeito aconteceu anos depois. Estava perto de fazer o teste de carteira de motorista. Estávamos indo para o trabalho dele quando, no caminho, tinha uns cones, idêntico ao teste de motorista. Ele parou do lado e falou:

 

– Olha só Ra, lá você terá que fazer assim.

 

E estacionou entre os cones, explicando direitinho como fazer. Nisso parou um carro do lado e o cara puto dizendo que estavam fazendo teste de motorista naquele momento e ele estacionado no local da baliza. Meu pai pediu desculpas, explicou que estava me mostrando e não sabia do teste. O cara puto falando para ele sair de lá já, que era autoridade blábláblá. Falou a palavra mágica: autoridade. Meu pai saiu do local sim, mas derrubando todos os cones do teste. Atropelou cada um e, quando chegamos no trabalho dele vimos que tinha um cone embaixo do carro. Além de destruir o local do teste, acabamos “roubando” um cone. Mais um exemplo de disciplina e tranquilidade.

Psicologia de papai

 Eu e minha irmã brincávamos muito e brigávamos de forma proporcional. Quando minha mãe enchia de repreender, bater e separar ela ameaçava: vou contar para o seu pai hein? Era o último recurso dela. Eu e a Giulia (irmã) entendíamos o recado e geralmente parávamos. Ninguém quer ser submetido ao julgamento de um louco. Numa dessas, ele estava em casa, eu e ela se batendo na cama e minha mãe:

 – Arnaldo faça alguma coisa, eu não agüento mais esses dois, acaba com isso!

Ele foi até o quarto, olhou para a gente e disse: “MATEM-SE!” Fechou a porta e foi para o quarto dele dormir. Pode parecer loucura, mas funcionou. Eu olhei para a minha irmã com expressão de descrença, ela também e paramos de brigar.

Bom, essa é minha homenagem a você pai. Louco, mas genial. Valeu por tudo! Feliz dia dos Pais!! Amo você!

Published in: on agosto 11, 2009 at 9:11 pm  Comments (9)  

Aprenda como corroer seus olhos

Tinha acabado de marcar meu horário no oftalmologista quando me lembrei de fatos bizarros que aconteceram com meus olhos. Há uma semana tenho percebido que a visão de longe anda meio embaçada. Depois, percebi que meu olho direito enxerga melhor que o olho esquerdo. E fui buscar as respostas para isso no fundo das minhas memória, de anos atrás, em um período de férias na minha casa de praia em Long Beach (vulgo Praia Grande, São Paulo).

Era um dia nublado. Lembro que estava com uma conjuntivite fudida. Ou meu olho estava apenas vermelho, não sei, mas estava feio o negócio. Uma velha senhora, gente boa até, mas velha, veio querer exercer seu papel de anciã na sociedade. Ao perceber que estava com o olho (esquerdo) fudido, veio com aquele papinho costumeiro de seres dessa idade:

– Tadinho! Esse olho não pode ficar assim não meu filho. Entra que eu tenho um colírio pau para toda obra, vai deixar seu olho bom em um instante!

Entrei na casa da idosa de bom coração. Meu olho (esquerdo, bom ressaltar) estava deprimente mesmo. Meio fechado, lacrimejando, podre. É uma merda não estar 100% bem, sem dor, sem nada de errado. Só damos valor a estarmos perfeitamente bem no momento que estamos podres. “Ah como era bom não sentir dor nenhuma, estar totalmente legal…” Acreditem: não sentir nada de errado já é algo a se agradecer e comemorar.

A velha pediu para eu sentar enquanto ela procurava o remédio na caixa. Achou e pingou umas gotas no meu olho.

– Vamos pingar mais, quanto mais melhor, quanto mais melhor!

Lembro bem daquele momento na cozinha da senhora Mafalda. Amada por todos da rua, inclusive por mim. No entanto, naquele dia eu a odiei. Ela praticamente virou o vidro da bagaça no meu olho e acho que me faria muito bem…….. caso fosse um colírio mesmo.

– Nossa, meu olho está ardendo… Caramba…

– Ai meu bem não é colírio! É Novalgina!

A velha do caralho tacou um vidro de Novalgina no meu olho. O treco mais parecia ácido sulfúrico! E ela dizendo:

– Ai Jesus, me desculpa! Molha bem, molha bem!

E eu com a cabeça embaixo da torneira da cozinha da velha, esfregando com a mão.. Muitas vezes na vida me questionei: o que estou fazendo aqui?  Essa foi uma delas. Já estava fudido com o olho daquele jeito, imagina com Novalgina nele? Depois ela tacou colírio, de verdade, e parece que os dois se estranharam. A mistura não reagiu bem e criou um ácido que deve ter corroído minha retina. Se quiser derreter algo, pingue uma gota da solução Novalgina + Colírio, criação de dona Mafalda. Corrói até ácido, até adamantium do Wolverine vai pro saco com isso. Imaginem meu olho?

Remedinho natural

Na mesma casa de praia, em uma época diferente, estava com terçol. Não me lembro bem em qual olho, mas imagino que seja no esquerdo também. Meu pai adora uma doença para cuidar. Não sei se gastou mais com livros ou com remédios, mas não perdeu a oportunidade de jogar umas coisas no meu olho.

Estávamos num restaurante lá perto da casa, comendo um peixinho frito, de boa. Em um determinado momento, meu olho esquerdo deu azar de novo. Aconteceu no meio de uma conversa sobre o Santos F.C.:

– É esse ano, com a vinda desses reforços aí, acho que podemos melhorar né pai?

– Aham, quer limão?

Ele espremeu o limão no peixe e, juro para vocês, o jato do líquido do limão voou direto no meu olho com terçol. São 24 anos comendo peixe com limão, isso nunca aconteceu uma segunda vez. Apenas no dia que estava com um terçol comendo meu olho. É ou não é putaria do destino? Não sei qual foi pior, aquela merda no meu olho já ferrado ou meu pai dizendo que faria bem na cura do terçol.

– Putaqueopariu pai! Bem no olho do terçol! Queria limão no peixe não olho bicho!

– Ah mas fará bem, limão é ácido, vai ajudar seu olho.

E ajudou sim. O ácido do limão ajudou a corroer mais meu olho esquerdo. Lembrando desses fatos hoje sei porque meu olho direito enxerga melhor. Com certeza esses fatores, e outros que possam ter ocorrido, contribuíram para a precariedade da minha vista esquerda. Perguntarei hoje ao médico…

Após a visita ao médico…

Acho que a japa do consultório confundiu o dilatador de pupila com Novalgina. Huahahaha putaqueopariu ardeu pra caralho! E depois de uns cinco minutos ela voltou dizendo que tinha que pingar de novo. Perae, isso é um procedimento normal? Ou ela viu que confundiu com Novalgina e voltou com o dilatador certo depois de cinco minutos?

Como suspeitei, meu olho esquerdo está uma merda. Tenho que fazer um exame chamado “Orbscan”. O médico suspeita de astigmatismo irregular. Veremos o que me aguarda.

Published in: on agosto 4, 2009 at 7:09 pm  Comments (14)