Balada ou batalha? Eis a questão

O campo de batalha no ardor do combate

O campo de batalha no ardor do combate

Uma das manifestações do inferno na Terra é a balada. Quem me conhece sabe o quanto eu odeio esse tipo de lugar. Quem me convidou para ir tem noção que é preciso paciência e persistência até meu estoque de desculpas acabar e eu ceder. E faz uns três anos que o meu estoque de desculpas não acaba.

O problema não é pessoal. Quem chama é amigo tals, pessoas que eu gosto. Mas quando eu ouço que é balada eu desanimo. Não tem como. Eu não curto ficar em um lugar que não dê para conversar e a balada é assim. Você sai com um amigo que não vê há anos e quando chega lá nem conversa direito porque ninguém aguenta ficar gritando uma noite inteira e, provavelmente, ele estará ocupado com alguma coisa, como os deveres cívicos de um homem na balada.

A balada: da antiguidade aos dias atuais

O Homem não mudou muito da antiguidade para os tempos atuais. Antigamente havia as caçadas, guerras, bebidas etc. Na balada, o Homem volta ao seu estado animal, bárbaro, ignorante. Há as mesmas brigas, bebedeira, caçadas (de mulheres), competições etc. Lendo livros que contam a história inglesa e britânica, percebo que a balada em si mudou pouco daquele tempo para cá. As músicas eram outras, claro, mas tinha a mesma coisa: bebida, mulheres semi-nuas, homens em busca de fama e reconhecimento, entre outras coisas.

Das poucas vezes que fui a uma balada, na época que eu ia, sempre ouvi a indagação: “e aí? Pegou quantas?” Caralho porque a preocupação com quantas eu “peguei”? A explicação é simples: eles querem saber se você bateu o estimado. Business is business e vice-versa. Se a mercadoria chegou ao porto, foi desembarcada, estocada, desembalada, consumida e descartada. Depende da balada, o número pode ser maior ou menor. Então, se você está lá e não atingiu o número X, ou zerou, é visto como um looser. Um cara de pouco respeito, de baixa patente no seu exército.

Você é um soldado com a responsa de “pegar” um número X de garotas para o bem do reino. Defender o exército amigo em caso de guerra (pancadaria na balada), quebrar a parede de escudos adversária, ferir e sobreviver. Se os homens permaneceram iguais, as mulheres também. Antigamente elas admiravam os guerreiros com armaduras valiosas, ouro, espadas, cavalo bonito etc. As de hoje admiram um cara com uma roupa a pampa, um Dolce & Gabanna, correntes massas e carrão. Não mudou quem dança, só o ritmo da música! Os campos de batalha tinham tripas e mortos pelo chão. As baladas têm vômito e bêbados pelo chão.

Batalha da morte

As oportunidades que eu fui, é claro, não foram as melhores. Uma delas mudou A MINHA VIDA (estilo propaganda de coisas fúteis). Uma vez fui com meu primo e um amigo dele. Faz tempo isso. Eu na casa do meu primo, preparando-me para a guerra, quando o companheiro de batalha entra no MSN dele e dá as condições do combate:

– E aí? Tão prontos?

– Aham, onde vai ser?

– Relaxa, lá vocês vêem, vão curtir a parada. (Nesse momento estremeci. Com tantos anos me fudendo, passei a antecipar as merdas antes delas acontecerem, mas não a tempo suficiente de me livrar delas)

– Que música toca lá?

-Relaaaaaxa mano, cês vão curtir o rolê!

Quando eu vi o “elmo” do combatente percebi a roubada que estava me metendo. O maluco estava de touquinha! Que tipo de pessoa vai de touca a uma balada? Que tipo de balada exigiria uma touca? As perguntas não paravam de surgir. Logo percebi que minha vestimenta não era apropriada para o tipo de monstros que encontraria naquela noite. E não foi. Fui humilhado na batalha de Trash 80´s, algo assim. Se você conhece o local, meus pêsames. A música que íamos curtir “pra caramba” era Bozo, Xuxa, Balão Mágico, Eliana, Atchim e Espirro e outros seres do inferno. As criaturas que enfrentamos variavam entre dragões, demônios, orcs, goblins, lêmures etc.

Eu, graças a Deus, zerei! Com orgulho! O amigo guerreiro nos salvou e fomos embora. Meu primo não sabe até hoje se estava muito louco ou se três lápis coloridos, do tamanho de homens, atravessaram a rua em frente ao local. E eu ainda lembro da derrota. Das músicas tocadas, do ambiente. Ainda tenho pesadelos com isso. As imagens ganham um tom azulado, a música do Bozo fica em slowmotion, e o palhaço demoníaco com a voz aterrorizante: (leia em slowmotion)

– ALÔOOOOUUU CRIAUNÇUAAADA OU BUOOOZO CHEGUOUUUUU! TRUAZUENDO A MUOOOORTE TRUCIDUANDUO O VUOVÔ! HUUUAAAAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!!!!!!!

E eu gritando em slowmotion também:

-DE NUOOOVO NUAAAAAAAAAOOOUUUUUU!!!!!!!!!!

A balada na escala do terror

Os exemplos que dei mostram que a balada afeta os três estados: físico, psicológico e mental. Físico por ficar em um lugar que não consegue nem se mexer, espremendo-se em corpos, sendo empurrado, sem lugar para sentar, com cheiro de cigarro por todos os cantos etc. Mental pela responsa de ter que “pegar” alguém e levar botas. O psicológico, por sua vez, pode traumatizar, como aconteceu comigo. Portanto, vai um 9,7 para a balada. Quem gosta de baladas sinta-se livre para defendê-la nos comentários.

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Published in: on julho 28, 2009 at 4:33 pm  Comments (14)  

Viver é uma humilhação!

É, tudo termina como começou. Carrinho, babá, papinha e fralda

É, tudo termina como começou. Carrinho, babá, papinha e fralda

A vida, definitivamente, é uma merda. Se você acha a vida boa, legal, divertida, pode parar por aqui, porque, provavelmente, sairá convencido de que a vida realmente é uma merda. Não para todos, é verdade, mas para a grande maioria sim. A não ser que você seja filho de um cantor de sucesso, de ator de Hollywood, de político etc. Como não temos tantos sortudos, defino que a vida é uma merda para a grande maioria.

Se fossemos traçar um gráfico da vida, começaria alto, sendo boa, e cairia com o decorrer dos anos. Quando se é bebê é legal até. Só comer, dormir e brincar. Com alguns anos de idade melhor ainda. Depois começa a escola e vem as primeiras responsabilidades. Já precisa se preocupar com nota, com professores, com colegas de sala… Sim, porque o ser humano prova que é um lixo logo cedo. Basta ser um pouquinho mais forte que os outros que já quer mandar, bater, roubar etc. O tempo passa e as coisas só pioram. Aí é preocupação com o que pensam de você, se a menininha (o) está a fim, o tormento do vestibular, seu pai enchendo o saco que você não trabalha e por aí vai…

A fase adulta

Essa, meus amigos, foi a parte boa da vida! A merda mesmo começa quando acaba o colegial. Aí fodeu, terá que pagar com juros e correção a fase “boa”. Quanto mais responsabilidades você tem pior. E as responsabilidades crescem de maneira proporcional à sua idade. A preocupação com a menininha (o) passa a ser com emprego, com sair da casa dos pais, com agüentar o pé no saco do chefe, salário baixo, cansaço, dívidas, engolir inúmeros sapos da sociedade, humilhações e muitas outras coisas. A diversão passa a se resumir a um ou dois dias por semana (e olhe lá). As férias, que antes eram de 30 dias em julho e DOIS MESES no final do ano passam a ser duas semanas (e olhe lá de novo). E então começa a penitência. Mais responsabilidades, mais desânimo, mais cobranças. Mulher, filhos, sustentar a casa, deixar algo de bom para a família quando morrer etc.

A “melhor idade” (HUAUHAUHAHUAAUHAHUAUH)

Essa, meus caros, foi a fase “média” da vida. Agora vem o lixo: a velhice. Muitos podem me achar cruel ao ler isso, mas para mim não há nada mais deprimente do que ser velho. Fico com pena vendo aqueles senhorzinhos e senhorazinhas se deteriorando, decompondo vivos, se arrastando pelo metrô, ônibus e ruas…

“Ah Rafael mas eles têm experiência e blábláblá” e daí? Prefere experiência ou tudo?  Ser velho deve ser  horrível, patético! Cito agora o mestre tio Cacá, que muito me ensinou em meus períodos de férias na casa dele. Nunca me esqueço quando ele disse:

“Acho a vida injusta. Depois de tudo que passamos, todo o sofrimento, o cara envelhece, aí fica broxa, tem um AVC (Acidente Vascular Cerebral), fica com seqüelas, perde movimentos em regiões, com a boca torta, artrose, se caga todo, sem dinheiro, a família quer se livrar logo, não consegue fazer mais nada, qualquer coisa fica doente e, o pior, passa a depender dos outros para TUDO”

Olha que MERDA bicho! Depois de tudo que vivemos em vez de descanso e tranqüilidade temos isso que meu tio falou! Para completar, só falta usar um fraldão geriátrico. Huahahah putaqueopariu só o nome já é engraçado. O fraldão geriátrico é o fatality, a humilhação overpower da vida! A real é que o velho volta a ser criança, depender dos outros, papinha, FRALDÃO, cuidados… Porém, em vez de bonitinho guti guti é um idoso definhando.

Isso é comum, ah não ser, é claro, que você seja rico quando nasceu. Ou que você venha a nascer com o cu virado para a lua. Ganhe na loto, ou seja um africano adotado pela Angelina Jolie ou pela Madonna etc. Imagina a cena: Você está lá, quase morrendo de fome, fugindo da guerra e violência, de repente aparece a Madona!! Ou melhor, a Angelina Jolie! Ou ainda melhor, o BRAD PITT! De bilhões de miseráveis no mundo a celebridade foi até lá e pegou VOCÊ. É mais difícil que ganhar na Mega Sena!! Em vez de venderem bilhetes de lotérica devem fazer bingo para sortear quem fica perto das celebridades em dia de visita. Penso em ir para a África esperar alguém me adotar. Magrelo eu já sou, posso dizer que tive vitiligo como o Michael e terão mais um motivo para me adotar. Quem sabe…

Estava no ônibus dia desses e ouvi uma senhora falando com a outra. “Ninguém aguenta mais ela. Fede, faz necessidades nas calças, atormenta todo mundo blablablabla”. Pensei na hora: caramba, igual à minha avó. Ela está doente e faz as mesmas coisas e foi aí que pensei o quanto isso é comum. O quanto a vida é uma merda. Minha avó criou sete filhos e dezenas de netos. Com muita luta, trabalho e esforço E nenhum miserável, incluindo a mim, dá um jeito de cuidar legal dela. E isso, amigos, é a vida! Todos já estão fudidos o suficiente para terem mais essa ENORME responsabilidade. Quem passa por isso deve pensar: deu o que tinha que dar, viveu, agora morra e não dê problemas para os outros. Deus que me perdoe, mas infelizmente é assim!

Quando pensarem em ter filhos visitem o blog e releiam este texto. Pensem se querem uma vida assim para seus filhos. Quer ter um? Enriqueça para fazer a vida dele valer à pena. Se não, deixa quieto.

Vida na escala do terror

ONZE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Published in: on julho 23, 2009 at 8:47 pm  Comments (7)  

Computadores: o inferno necessário

Um dia eu ainda faço isso

Um dia eu ainda faço isso

Bom, vou iniciar mais um post neste blog continuando a sessão objetos-do-inferno-que-vivem-para-nos-emputecer-e-nos-tirar-do-sério. O capítulo de hoje será totalmente dedicado ao objeto que possibilita eu estar me comunicando com vocês neste exato momento: o computador. Poucas coisas me irritaram mais na vida que os computadores. Poucas coisas te fazem perder mais dinheiro que os computadores e, mesmo assim, devemos nossa vida a eles.

Os computadores adoram me fuder. Como já disse anteriormente, estou com um PC na minha casa com 16 cores no monitor, não abre Word, não abre o pacote Office, lento pra cacete… O meu antigo queimou a fonte e por aí vai. É um problema atrás do outro. E é aí que começa outro tormento: os técnicos de computadores. Não sei qual raça é pior, a dos mecânicos ou a dos técnicos de computadores. Geralmente são gordos patéticos, morféticos, que foram aloprados desde o primeiro ano escolar e agora querem descontar sacaneando e tirando uma grana do bacana.

O manual dos técnicos de PCs tem apenas 5 quesitos:

1-     Invente problemas diversos para o computador

2-     Não sabe o que causou os “paus” na máquina ponha a culpa nos vírus, sempre funciona

3-     Fale que tem que trocar todas as peças do PC e faça um caixa dois básico. Ganhando uns 50% em cima do preço real da peça. Ou nem troque a peça, nem vão saber mesmo

4-     Nunca solucione o problema da forma mais simples e sim da forma mais complicada e mais cara

5-     Cobre uma taxa de serviço alta. Os idiotas pensam que a gente trabalha e vão pagar mesmo que seja para instalar um mouse ou um teclado

Não sejam inocentes ao ponto de se enganarem com as notinhas que eles trazem. São se amigos que fazem a nota, tudo está dentro do esquema. Há um tempinho mais ou menos eu sofri com a opção 4 do manual. O fio da NET saía no quarto da minha irmã, portanto só o PC dela estava com conexão. Chamei o técnico lá em casa, olha as idéia do maluco:

– Não, a gente pega um fio assim, compra 20 metros dele, aí fura a parede aqui, passa por ali, vem até a sua parede, fura também, passa por debaixo da sua cama e encaixa no PC. Aí terá internet

– E quanto vai custar?

– Vejamos. Cada metro de fio sai 5 reais, mais a mão de obra, mais um monte de coisa que eu vou inventar antes de solucionar de vez o problema mais….

Porra! É ou não é um filho da puta? Não é mais simples um roteador com uma placa de rede? Mais simples, mais rápido, mais desempenho e mais barato! E só para ir até a minha casa, tomar o meu café e falar meia dúzia de merda o cretino já queria cobrar a taxa de visita! Huahahaha é rir para não socar!

Perceberam que, logo depois que eles consertam sempre dá algum problema? Eu imagino que devem colocar um vírus que passe a funcionar um mês depois, ou uma peça com durabilidade de uma semana algo do tipo.

Armas para nos tirar do sério

O computador em si foi feito para nos irritar. Por exemplo, eles sempre dão um jeito do seu PC ser um LIXO alguns meses depois de ser o top de linha. E não adianta tentar atualizá-lo, comprar peças etc, sempre será uma MERDA inútil depois de um mísero tempo. Quer perder dinheiro, compre um PC de ponta, o objeto que mais desvaloriza.

Já perdi as contas de quantas vezes fiquei puto com computadores e quantas vezes sai na mão com eles. É porrada mesmo, jogando o teclado na mesa, soco na torre, enforcando o monitor entre outras coisas. Mas acho que dói mais em mim do que neles. Porque a minha dor psicológica é pior que a dor que infrinjo com murros e pontapés. Devem rir da minha cara enquanto apanham. Mas é inegável que uns tapas funcionam, por que será?

Outra coisa é a internet. Cai a conexão quando mais precisamos dela, fica lenta quando precisamos ser rápidos. Problemas não faltam. Os sites conspiram para nossos computadores virarem sucatas lerdas e a coisa mais desesperadora é perder minutos de sua vida esperando um site abrir.

Mais uma situação, chego em casa e quero ver se o técnico do Santos foi demitido. Por que diabos o site tem que ficar brilhando, com música, mostrando um vídeo de última geração, letras surgindo e desaparecendo, pipocando um monte de spam e tantas outras coisas? Para deixar a merda do PC lento! E por que alguém inventa vírus? Só sendo muito filho duma puta do caralho para inventar algo que só fode com a vida dos outros. Ou o vírus tem alguma utilidade a não ser nos irritar? Fazer-nos gastar dinheiro? DÚVIDO que os principais anti-vírus não têm um departamento de criação de vírus, criando algo para nos ferrar e convencer-nos a comprar a merda que eles vendem.

Tudo são máfias amigos e as máfias dos PCs são fortes. Por que alguém criaria um PC ótimo, que não pegasse vírus, que não desatualizasse? Porque com isso não precisaríamos comprar outro!!!

Bom, para finalizar, quero parabenizar o cidadão que fez o design do meu teclado. Só alguém de exímia habilidade criaria algo tão bem distribuído. Tem um botão que faz o PC desligar completamente. Para que eu usaria esse botão eu não sei, já que sempre desligo no menu “Iniciar”. Agora, adivinhem onde está o botão? DO LADO DO ENTER!!! Do lado do botão que mais uso no teclado!!! Quantas vezes eu digitando e por um erro de um centímetro no bater da tecla apertei o botão que desliga ao invés do enter!!!! Falem a verdade, é ou não é para irritar? Para estrebuchar?

PCs na escala do terror

Os computadores merecem uma nota alta na escala. Seria um 10, mas não viveríamos sem eles. É algo extremamente necessário para trabalhar, conversar, se informar etc. Portanto, colocando tudo na balança, dou um 8,2 para as máquinas.

Published in: on julho 14, 2009 at 4:56 pm  Comments (8)  

Quando seres (in)animados querem nos tirar do sério

Muitos fatores nesses meus 24 anos de vida levam-me a acreditar na existência de vida em objetos teoricamente inanimados. Todos os objetos se mexem, conversam e conspiram para te fuder, como se você já não estivesse fudido o suficiente. As armas deles são as mais diversas: se escondem quando precisamos deles, mudam de lugar, não funcionam do nada, dão defeito logo depois que compramos, espalham-se pelo quarto, tornando-o uma bagunça etc etc etc. Eu, como não poderia deixar de ser, tenho alguns objetos amaldiçoados e este post é homenagem a alguns deles.

Eu sou um atrasado por natureza. Desde antes de nascer já demorava para sair, nasci pós-maturo, mais de 9 meses de gestação e o médico me empurrando para vir à luz. Se duvidasse estaria lá até hoje. Nesse sábado queria ir para o clube nadar um pouco. Mais para tirar o desconforto de pagar e não freqüentar do que por prazer próprio. Resumindo, só estava pronto para sair às 15:00. Tudo certo na mochila, menos um detalhe: a touca de natação. Não posso nadar sem minha touquinha! É um acessório indispensável para qualquer atleta de alto nível como eu. Na verdade eu considero esta merda uma frescura do cacete e jamais a usaria, mas são regras do clube. Sem sunguinha chabi e touquinha ridícula e apertada (minha cabeça é grande, qualquer uma fica apertada) nada de nadar. Um puta caça-níquel do cacete, uma forma de tirar grana dos esquecidos. Adivinhem o que tem do lado da catraca do clube? Uma vendinha de touca e sunga, claro! Metendo a faca!

Bom, não poderia sair de casa sem a touca. Minha mãe e eu procuramos a touca por uma hora. Primeiro lugar que eu vi: gaveta das cuecas. Beleza, não estava. Continuei a odisséia ficando mais irritado a cada minuto. No fim da história estava justamente na gaveta das cuecas. Não é possível, eu olhei aquela merda, revirei direitinho e no fim das contas estava lá! É nítida a provocação do universo quanto a isso. Esconder as coisas que você mais precisa quando estamos mais atrasados. Acabou que não fui ao clube

Esse post vai render…

Eu nunca vi um ser inanimado tão filho duma puta como o controle da TV do meu quarto. Eu tenho a TV faz uns três anos e meio. Desse tempo, não me espantaria se soubesse que ele ficou metade perdido. Cerca de um ano sumido, já tinha desistido quando ele apareceu uma vez, não sei aonde. Minha mãe o achou. Depois disso TODOS OS DIAS ele some. E reaparece em locais que eu já tinha procurado umas cinco vezes! Mas é bom para minha difícil missão de perder peso. Já devo ter perdido inúmeras calorias levantando e mudando o canal toda hora. Pensei em lançar um DVD com essa técnica: “você já tentou de tudo para perder peso? Remédios, exercícios, dietas e acompanhamento médico? Jogue tudo isso no lixo, incluindo o médico, e emagreça JÁ! Compre agora o simples e prático filhodumaputation escondedor control” (se eu ver algo assim na TV vou processar por roubo de idéia, já está patenteado).

 Som do meu quarto: a maior zica de todos os tempos

 Outro objeto amaldiçoado: o som do meu quarto. Mais uma entrada minha no Guiness Book galera. “PÁ PÁ PÁ PÁAAAA PÁAAA PÁ PÁ! (Esporte Espetacular)” Comprei o som que mais vezes foi levado ao conserto na garantia. NÃO COMPREM SEMP TOSHIBA! Eu pelo menos nunca mais. Ele até funciona, mas só rádio e fita. A caixa de CDs dele sempre deu problema, não abre mais etc. Nem preciso dizer o quanto isso é irritante. Meu PC também. O bom que eu tenho queimou a fonte. Peguei um velho, queimou a caixa de som, não lê CD e agora deu um pau violento que só está com 16 cores no monitor.

 Não sei o que fazer com meus CDs, já que todos os meus aparelhos se recusam a rodá-los. Vou jogar frezbie, quebrar e fazer um mosaico, colocar no vidro de trás do meu carro para evitar multas, jogar na cabeça do pedreiro Batista quando me acordar, enfiar na boca de um bebê chorão, tacar no meu ônibus que passou bem na minha frente… Até que têm mais funções do que imaginava, farei um cinto de utilidades recheado de CDs para usar no cotidiano.

 Revolução das máquinas

 Para finalizar, teve um dia que estava atrasadão para o trampo e quando vou passar o bilhete único no metrô… PAU! Sem crédito. Vou recarregá-lo, PAU, sem dinheiro. Dá-lhe subir a ladeira até o banco tirar grana, já que a bancada do bilhete único aceita TODOS os cartões menos o meu, claro. Chego lá, tem duas máquinas, uma pronta para me fuder e outra de boa, funcionando direitinho. Adivinhem qual eu escolhi?

Escolhi a certa amigos! Huahaha tenho certeza que peguei vários nessa. Fui direto na máquina boa, mas claro que o universo não deixaria barato. A máquina certa deu erro de leitura, me jogando para a errada, onde era meu lugar. Passei o cartão nela, fiz todo o procedimento e… travou. Mais um objeto querendo me fuder. “Aguarde a contagem das notas”, até o Uóshington contaria mais rápido que esta merda. Ficou travado nisso, chamei o carinha do banco e ele:

 – Ah essa máquina é assim mesmo, dá problema toda hora. Agora são uns 20 minutos para resolver. Ou sai o dinheiro e debita ou dá mensagem de erro.

 E eu, obviamente, fiquei puto:

 – Porra se é sempre assim por que não colocam uma mensagem dizendo que ta ruim a máquina? Ou por que não consertam essa merda?

 – Pois é…

 É ou não é de fuder? Já estava atrasadaaaaço mesmo, ferrado. Esperei a porra da máquina. E deu a segunda opção: mensagem de erro. Não debitou da minha conta. Agora vocês me dizem: se eu tivesse desencanado, ido em outra tirado a grana e vazado, teria dado a mesma mensagem de erro ou sairia meus 20 conto para o primeiro idiota que aparecesse? Com certeza o filho da puta do banco não conserta porque já deve ter ganho uma bela duma grana nessa brincadeira. Depois disso, passei de novo na máquina boa, que eu tinha passado primeiro E NÃO DEU ERRO DE LEITURA!! Por que da primeira vez deu caralho?? Para me sacanear mesmo, conspiração dos seres (in)animados!!

 Objetos conspirando, escala do terror

 Merecem um 9,6. Mexem com físico, psicológico e mental ao mesmo tempo. Te atrasam, te tiram do sério e por aí vai. Uma arma forte do universo.

 

obs: à noite colocarei a foto do meu som, da touca e do controle

Published in: on julho 6, 2009 at 8:08 pm  Comments (12)