Merdas que acontecem nos aniversários!

Bom, eu não estava disposto a postar porra nenhuma mais neste blog. No entanto, o Anderson, meu primo e irmão, decidiu fazer um texto para colocar aqui. Forma de apoio ao trampo que tava tendo, que infelizmente poucos apoiaram mesmo. Aí vai, texto de hoje, por Anderson Yoshiura Soares:

“Olá! Sou Anderson, primo de Rafael Jubelini! Como forma de apoio, estou hoje diretamente postando um texto no “hilariodiario”, já que tive a permissão de bolar algo e divulgar aqui. Então pensei: “Bom, não sou tão bom quanto o Rafael na genialidade de deixar texto do qual as pessoas não conseguem mais parar de ler, mas farei o possível pra postar um texto interessante no nosso blog!”.

 

O assunto que posto hoje é provavelmente um que poucos azarados como eu puderam vivenciar e ter o que falar para as pessoas depois; “Merdas que acontecem nos aniversários!”.

 

Bom, muita gente gosta de aniversários (ou pelo menos, de alguma cerimôniazinha que seja, para celebrar mais um ano de vida). Mas, e quando você sente inocentemente que será mais um simples e humilde bolinho para não “passar em branco” e na verdade, algo dá errado? Ou quando se programa algo como uma festa e algo também dá errado? Aquele “algo” errado que te faz ficar sem reação? Bom, (in)felizmente já passei por alguns aniversários não muito agradáveis, mas inesquecíveis, de fato! Coloquei o “(in)” antes do felizmente porque hoje posso lembrar e rir dessas merdas (apenas poucas de muitas que já me ocorreram) e contar para os amigos… (De fato, até o Ra conta histórias sobre mim para pessoas que nem conheço, sendo que fico sabendo depois quais histórias já foram e quais ainda não foram mencionadas para a galera!)

 

Bom, de um aniversário que eu me lembre que não foi lá essas coisas para mim, mais pra um dia normal do que pra um dia “meu” mesmo, foi o meu último aniversário! Mas não tem muito que contar dele, exceto o fato de eu ter passado o dia inteiro de cama, gripado, com o nariz assado já de tanto ficar assoando devido à coriza que tava…

 

É… talvez eu deva voltar um pouco mais no tempo, como no ano em que devo ter feito uns 16 anos, do qual quando fui ver o meu bolo de aniversário, misteriosamente estava faltando ¼ dele! Como assim bixo?! QUE MERDA É ESSA?! E depois fico sabendo através da minha mãe que meu irmão tinha pego o pedaço do bolo pra levar pra casa da namorada dele, hoje esposa, já que ela faz aniversário 2 dias depois do meu! Mas… peraê! E fica por isso mesmo? “Ah, a gente dá um jeito na hora da foto…”! É, realmente, deram um jeito mesmo! Nada mais, nada menos do que uma garrafa de coca-cola (cheia, claro) de 2 litros na frente do pedaço faltando! Pronto! Problema resolvido! Assim, pra quem olhar a foto, o bolo está inteiro! Prático não? Pois é… esse ano a primeira fatia do bolo foi para meu irmão e para minha cunhada que na época nem conhecia! Detalhe: sem eu ficar sabendo, ainda por cima!

 

Definitivamente, é um episódio inesquecível pra mim que rende muitas risadas, agora! Mas naquele ano…. PUTAQUEOPARIU… Se fosse outra pessoa, se recusaria a comer o bolo, com razão!  Mas enfim… agora já foi né?

E quando fiz 8 anos, que meu tio pão duro e cara de pau me levou num posto de gasolina pra comprar meu presente? KKKKK! Um dominó de R$1,99! Detalhe: ainda queria me ensinar a jogar, sendo que eu já sabia! Que presentão hein?! Tudo o que eu precisava mesmo!

 

Outro aniversário trágico foi o de 10 anos… ou 12, não lembro bem… Bom, talvez eu não me lembre muito bem porque no dia da festa fui de bicicleta atrás do meu irmão e acabei caindo e batendo com a cabeça no meio fio da calçada! Tem até uma foto minha na festa com a mão na cabeça, sentindo o galo animal que ficou por um tempo…

 

Em resumo: volte e meia me fodo na vida, de forma hilária e digna de se contar numa mesa de barzinho com os amigos, ou, no caso, postando aqui neste blog!

 

As merdas (que não queremos que aconteçam) que acabam ocorrendo nos aniversários, na escala do terror:

 

Bom, acho que depende de cada aniversário, no geral, classifico como nota 7.0, por tratar-se de um dia especial para cada um (quem não considera o seu aniversário como um dia diferente dos outros?) e com certeza mexe com o psicológico saber que deu alguma merda no dia do aniversário! Não sei se vocês já tiveram o azar de acontecer algo de ruim justo no dia em que queremos que dê tudo certo, mesmo sem ter planejado nada, mas seria legal ler relatos e comentários sobre isso!

 

O blog anda meio parado ultimamente, tanto que o Ra até desanimou em fazer novos textos e, realmente, fazer um texto grande e ver meia dúzia de comentários em 3 semanas desanima mesmo! Quem tiver passando e der uma lida nos textos, pelo menos comenta alguma coisa que seja! Nós agradecemos os que sempre comentaram e pedimos desculpas se demorou pra sair um texto novo, mas pra ter mais comentários de um texto, estaremos postando (mais o Ra do que eu) apenas um texto por semana, ao invés de nos domingos e nas quartas, como era atualizado antes!   

Published in: on junho 29, 2009 at 3:22 pm  Comments (11)  

Uma crítica à criação e à evolução do homem

Não adianta tapar com as mãos, uma hora você cansa

Não adianta tapar com as mãos, uma hora você cansa

Serei obrigado a pedir licença a Deus, à natureza, à evolução, a Darwin e a quem quer que esteja na frente e me dar o direito de criticar a criação do Homem. Afinal, falhas não faltam, mas vou citar uma muito simples, fácil e que o ser supremo deverá exclamar ao ler: “Como é que não pensei nisso antes!!!??” Geralmente esta frase é a resposta de todas as grandes e simples criações do mundo. No entanto, sem mais delongas, vamos direto ao assunto.

Muitos problemas da humanidade se resolveriam se pudéssemos fechar os ouvidos, assim como fechamos os olhos. Simples não? Mas evitaria diversas discórdias, guerras, discussões e até posts deste famigerado blog. Não sei se Deus esqueceu disso ou não nos deu a opção de fechar os ouvidos como forma de penitência, ou para nos testar em nossa jornada. Mas a verdade é que é FODA não poder fechar os ouvidos.

Olha, seria um sonho poder não ouvir a hora que eu quisesse. Não acordaria com barulho de obra, com minha irmã fazendo esporro e espirrando do lado da porta do meu quarto, com minha mãe berrando no telefone, com música alta do vizinho, com carro de som vendendo pamonha na rua, com o Uóshington perguntando ao Batista o que ele trouxe de marmita, com a festa do final da obra (que deve estar chegando, já faz dois anos porra!!), com a janela do apartamento do meu pai estralando às 6 da manhã, com cachorro latindo… (respira)…

Continuando: com celular tocando, com as amigas da minha irmã se preparando pra micareta, com meu tio ou meu primo mais velho berrando loucamente ao chegar na casa do Andsu em Floripa… São apenas alguns exemplos de sons que me acordam, devo ter esquecido vários! Sem contar os que não me deixam dormir, como o Funk às duas da manhã que vem lá da Anchieta até a bendita janela do meu quarto (breve um post sobre isso).

Sem contar, caros amigos, que não ouviríamos coisas do cotidiano que nos enche o saco. Eu, por exemplo, não ouviria conversas insuportáveis, como minha tia falando o quanto o filho dela come, meu tio explicando DETALHADAMENTE todo o funcionamento do chip Y do computador após ter falado sobre todos os outros do alfabeto, minha sogra falando no meio dos seriados que estou esperando há um mês para assistir, minha avó louca falando “TITITI, TÁTÁTÁ”, as músicas escrotas da minha irmã, meu pai falando pela décima vez a mesma coisa, o barulho de fogos e artifícios que eu tanto odeio etc etc etc. E, pasmém, O MALDITO CHORO DE CRIANÇA!!!!!!

Ás vezes o desespero é tamanho que sinto vontade de arrancar meus tímpanos fora, NA UNHA! Ou passar a navalha como fez Van Gogh. Falem a verdade, quem não gostaria de fechar os ouvidos quando bem entendesse? E sem que os outros vissem? Seria fantástico! Mas, pensando bem, não teria conhecido o Batista e o Uóshingtom e tido essa amizade bonita que temos até hoje. É ou não é Babá (apelido do Batista) e Shoshóngtom (do Uóshinton)? Pensando bem, valeu à pena não poder fechar os ouvidos só por ter essa amizade bonita e verdadeira, beeeeeeem verdadeira (quem não entendeu essa parte leia o post “Tem coisa pior que acordar com barulho de obra?”)

Ouvido na escala do terror

Por ser o receptor de 90% dos males que enfrentamos no nosso cotidiano, merece um 9,25 na escala. Só não dou nota maior porque é muito importante na nossa vida. Assim como estressa, pode nos acalmar ouvindo uma boa música, uma boa conversa, uma merda engraçada etc. É um receptor de bençãos e maldições, por isso seria soberbo poder abri-lo para receber as coisas boas e fecha-lo para as coisas ruins.

Evolução, trate de corrigir isso rápido hein? No máximo em 50 milhões de anos!

Published in: on junho 14, 2009 at 11:44 pm  Comments (7)  

A vingança do Universo: cheguei ao nível INFERNO!

Dia de Fúria eu sempre tenho. Tá faltando a coragem de tocar o puteiro

Dia de Fúria eu sempre tenho. Tá faltando a coragem de tocar o puteiro

Maldito diário. Hoje eu tive uma manhã de dar inveja a Murphy. Levei um fatality daqueles do universo. Definitivamente ele quis me ferrar. E conseguiu, com louvor diga-se de passagem.

 

Tudo começou na noite de ontem. Após trabalhar o dia todo, treinar por quase duas horas, pegar um ônibus até o metrô, um metrô até perto de casa, subo a ladeira e dou de cara com o quê?

 

Opção A- O Saci montando a mula sem cabeça

Opção B- A torcida do Corinthians comemorando um título de Libertadores

Opção C- Batista e Uóshington sendo atropelados ao mesmo tempo por um trem bala

Opção D- Meu ônibus passando DE NOVO na minha frente

 

Tempo…

 

Acertou quem respondeu a letra D. Foi o tempo certinho de eu subir a ladeira, esperar o semáforo abrir e dar de cara com ele parando no ponto. Pensei: “Não vou correr porque não vai dar tempo nem fudendo.” E não daria mesmo, o ônibus estava partindo quando, de repente, ele parou e esperou uns 15 segundos uma mulher chegar. Esfregaram na minha cara o fato de que, se tivesse corrido, poderia dar tempo. Filha da putagem do caralho. Pior que se eu corresse não teria dado tempo do mesmo jeito, porque o universo tava querendo me fuder, está na cara isso!

 

No exato momento que eu vi o ônibus passando adivinhem o que eu senti? Eu NÃO fiquei nervoso, nem tive qualquer reação inconformada etc. Veio na minha cabeça minha nobre e “sábia” mãe aconselhando: “Quanto mais você fala, mais coisas acontecem. Tem que ter pensamento positivo, ‘O Segredo’!!” Pois é, o infeliz aqui pensou na hora. “Tranquilo, vou chegar no ponto e vai passar outro na hora, tenho certeza.” E falei de verdade mesmo, de coração. Sem ironias ou sarcasmo. Resumindo: 20 minutos para passar outro busão, cheguei quase 22:00 em casa.

 

No dia seguinte…

 

Acordei me perguntando porque o trem bala não atropelou Batista e Uóshington juntos na noite anterior. Se bem que possivelmente fariam o funeral do lado da minha casa e eu acordaria do mesmo jeito. Levantei ao som de marteladas e picaretadas, me amaldiçoando pela 842ª vez por não ter comprado algodão para tapar os ouvidos. Mais uma vez fiquei tentando dormir. Depois de muitos minutos consegui (milagre?).

 

O celular não despertou não sei porque e eu acordei desesperado e atrasado. Ao sair do prédio um ônibus que eu poderia pegar passou na minha frente. “Tudo bem, ônibus pra ir ao trampo passa rápido…” Mas hoje, como não poderia deixar de ser, demorou quase 20 minutos para passar. Bicho, eu posso pegar QUALQUER ônibus que passe naquele ponto. Pode ser Santa Cruz, Vila Mariana, Pompeia e Terminal Sacomã. Não passou UM em 20 minutos porra! É ou não é de fuder?

 

Quando o filho da puta chegou adivinhem por o que fui recepcionado?

 

Opção A- As team leaders do Paulistão 2009

Opção B- O time feminino de luta no gel vindo diretamente da Suécia

Opção C- Uma comitiva me dando o prêmio de 1 milhão por ser o passageiro de número 1.000 do ônibus naquele dia

Opção D- Uma criança chorando

 

Tempo…

 

Mais tempo porque essa eu reconheço que está difícil…

 

Certa de novo a opção D. Para meu inferno estar completo só faltava o choro de criança. E ele veio. O miserável chorou do início ao fim, até chegar o meu ponto (quem quer saber o que senti está bem explicado no texto “Choro de criança: o toque final de um caos”).

 

Não acabou ainda galera. Depois de aguentar o endemoniado chorando o caminho inteiro, em pé (não tinha nem lugar para sentar), ainda teve mais. Enquanto minha raiva explodia e eu pensava na forma que iria escrever o texto de hoje, me pego exclamando:

 

    – CARALHO ERA AQUI!

 

É. Perdi o ponto. Parei longe pra cacete e fui andando até o metrô. Cheguei lá disposto a não olhar o relógio. O objetivo era não ficar mais puto e preocupado com meu atraso. Entrei no trem olhando para o chão, evitando números luminosos em toda a parte. Entrei, sentei e fiquei olhando pela janela. Quando ele começa a locomover eis que surge um relógio bem na minha cara: NÃO FUJA DE MIM SEU FILHO DA PUTA. AQUI ESTÁ O QUANTO VOCÊ ATRASOU SEU MERDA! HUASHAAHAH!

 

Passei o caminho todo preocupado. Quando saio do metrô o que aparece? Sem opções desta vez: chuva. E eu, naturalmente, sem guarda-chuva. Se tivesse com ele perderia toda a graça. Fui caminhando de lá até o trabalho, calmamente, deixando-me molhar. Afinal, já estava nocauteado faz tempo. Num estado mental e físico que não permitia nem que eu me irritasse. O universo estava batendo num cachorro morto e o dia estava só começando.

 

Meu dia na escala do terror:

 

 Bom, vamos aos cálculos:

 

Perda de ônibus passando na minha cara por duas vezes: 7,5 + 0,2 para cada minuto de espera. Calculei uns 20 minutos em cada um = 2x 11,5 pontos = 23 pontos.

 

Acordar com barulho de obra: + 10 = 33 pontos

 

Criança chorando: + 8,6 = 41,6 pontos

 

Perder o ponto de ônibus: +7,1 = 48,7 pontos

 

Ver o relógio me mostrando o quanto atrasei: +3 = 51,7 pontos

 

Andar debaixo de chuva até o trampo: 9 = 60,7 pontos

 

Ficar em pé no busão: 5,9 = 66,6 pontos

 

Total= 66,6 pontos.

 

Minha pontuação chegou exatamente ao nível mais elevado da escala: INFERNO!

 

Obs: Logo mais lançarei uma tabela com os níveis de caos que cada pontuação leva. Por exemplo, meus 66,6 me levou ao nível inferno. Mas vocês saberão quanto a pontuação 25,8, por exemplo, equivale no gráfico. Poderão somar suas pontuações e ver quanto chegaram na tabela. O texto de hoje seria outro. O fiz na manhã de ontem, mas como me fudi tanto decidi jogá-lo para domingo e escrever essa experiência para vocês. O de domingo está ótimo também, aguardem.

Published in: on junho 10, 2009 at 6:51 pm  Comments (13)  

Fofoca: uma arma terrível e constante

Vai passando até chegar em você

Vai passando até chegar em você

Um dos passatempos prediletos da humanidade, se não for o principal, é falar mal da vida alheia. Típico de quem não tem o que fazer, ou até tem, mas prefere meter o pau nos outros, seja nas escolhas, no cabelo, no corpo, na personalidade etc etc etc. Isso não é de hoje, nem de ontem, mas dos primórdios da nossa História (a lá enredo de escola de samba). Todo mundo já tomou pau da sociedade. Imagino que a crítica da época deve ter metido o cacete na “Monalisa”, principal obra do eterno  Leonardo da Vinci. “Que sorrisinho é esse? Horrível! Coisa de viado mesmo, tinha que ser boiola.” Pelé, Rei do Futebol, reconhecido mundialmente, mais de 1,200 gols na carreira, cinco títulos mundiais, leva críticas até hoje. “… Porque ele não assumiu a filha, porque ele não era tão bom assim, porque só fala merda blablabla…” E, pasmém, até Cristo, o perfeito, foi criticado, torturado e morto pela maldita sociedade.

A verdade é que, quando alguém começa a despontar e se separar dessa horda de cães sarnentos incompetentes e infelizes eles conspiram para te derrubar. E, mesmo quando não despontam, eles já querem te fuder. Eu, particularmente, sempre fui criticado por várias coisas, mesmo sendo mais um merda em meio a esse estrume que é a sociedade. Um exemplo. Na minha pré-adolescência era baixinho e tiravam sarro. Quando cresci fiquei magrelo, e passaram a falar disso, óbvio. “Ai como o Ra tá magrinho gente…” Quando malhei e fiquei um pouco melhor, virei o narigudo. E se fizer uma plástica no nariz e ficar sarado de vez vão falar que estou muito branco. Se eu for para um bronzeamento artificial vão comentar que estou ficando careca. Faço implante e dirão que o conjunto ficou estranho, que não sou eu ali. Então o jeito é tocar o foda-se e mandar todo mundo pra casa do caralho!

Quem está na faculdade sabe o quanto é difícil arrumar um estágio. Para mim, não foi diferente. Agora, pergunte se a sociedade liga para isso? Para ela você é um playboy, que não quer trabalhar e fica às custas do papai. Lembro de uma vez que fui numa reunião familiar, todos presentes para o aniversário do meu avô. Nisso, uma tia avó, que o diabo a tenha, disse em alto e bom som, com uma dicção invejável: OLHAAAAA  AÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!! CHEGOU O VAGABUNDO!!!! Preciso dizer a raiva que fiquei? Preciso né? Deu uma vontade de chegar dando uma voadora na cara, socar, virar a mesa do jantar, derrubar o lustre e mandar todo mundo se fuder. Porque eu sei que no local não tinha um filho da puta que não concordasse com o que ela falou, pelo menos ela teve coragem de falar.

Não importa o que você faça, vão arrumar alguma coisa para te criticar. Você compra um carro popular já vem aquela visão: “é, legal, mas é simples né? Não tem direção elétrica, ar-condicionado, só duas portas… Não gostei”. Beleza, compra um Ford Fusion. “Vocês viram que carrão? Se acha né gente? Querendo ostentar só porque está numa posição favorável, graças ao papai, que arrumou emprego para ele.” Se comprar um meio termo, nem popular, nem “de grife”, com direção elétrica, quatro portas, som, ar-condicionado, banco de couro, confortável e bonito e o que dizem? “Ah mas é carro de mulher né? Esse design é bem feminino.” Na boa, vai se fuder porra, vai transar, vai cuidar da sua vida caspita!

Exemplos não faltam. Se você é porra louca é uma desgraça para os pais, se é certinho é um bobão boca mole filhinho da mamãe. Se comprou um videogame de última geração já falam que você é um crianção, que deveria investir em si mesmo. Eu estou investindo em mim cacete! Na minha diversão! A de vocês é falar merda dos outros, uma das minhas é jogar. Simples.

Uma vez estava no emprego, feliz pela notícia que teria três semanas de férias coletivas e, de forma inocente, comentei: “Que bom galera. Tempinho legal, vou poder descansar, ando meio pregado.” Aí o cidadão chega e fala: “Quanto tempo você tá sem férias? Um ano e meio? Eu estou há 8 anos sem férias e você reclamando, que na sua idade eu fazia isso e isso e mais isso.” Falem a verdade, é ou não é DE FUDER? Velho, FODA-SE. Eu não perguntei porra nenhuma de quanto tempo você está sem férias. Se você é um corno fudido, idoso e perdedor não desconte nos outros. Falei mais ou menos isso, de uma forma muito, mas muito mais leve. Não, sinceramente, eu devo ter sido muito filho da puta em outra vida, não é possível!

Olha, Deus sabe o que faz viu? Tenho dificuldade de engordar, ganhar massa muscular. Se eu fosse forte, lutasse um jiu-jitsu, um kung-fu ou outra arte-marcial resolveria tudo na porrada. Sem discussão, sem nada. Falei algo, você discordou a gente resolve na porrada. Huahahah!

A fofoca na escala do terror

Mexe de maneira forte com o mental e, principalmente, o psicológico. E de forma constante, desde seu nascimento até a morte. No entanto, não afeta muito o físico. Pode até ajudar neste quesito, te dando força para melhorar fisicamente e calar a boca desses pulhas. Para mim, merece um 9,1 na escala do terror. E vocês? O que acham?

Obs: já mandaram alguma senhora fofoqueira se fuder hoje? Viva a sua vida e toque o foda-se para as picuinhas desse lixo chamado sociedade. Ah, e quem leu até aqui, riu, curtiu o texto e vai sair sem nem deixar um comentário como “legal, gostei do texto, parabéns” vai à merda também! É muito egoísmo e falta de consideração não deixar nem uma mensagem de apoio ou crítica a quem ficou um bom tempo escrevendo isso aqui. Quem apoia e comenta sempre um MUITO OBRIGADO! Abraço!

Published in: on junho 7, 2009 at 10:28 pm  Comments (21)  

Tem coisa pior que acordar cedo com barulho de obra?

 

"Amigos" de longa data: Batista e Uóshingtom

"Amigos" de longa data: Batista e Uóshingtom

Gostaria de inciar este post dando os parabéns pelos dois anos de obra do lado da janela do meu quarto. E também comunicar que enviarei uma solicitação ao Guinness Book para a entrada da construção como a mais demorada da História da humanidade.

 

A porra da reforma de UMA casa, proporcionalmente falando, demorou mais que as construções das pirâmides egípcias, mais que o Canal da Mancha, mais que a ponte Rio-Niterói, mais que o metrô inteiro de São Paulo. E eu também tenho direito a entrar no Guinness como a pessoa que mais acordou de manhã devido a barulhos de obra.

 

O engraçado é a minha inocência ao calcular o número de horas que eu vou dormir, mesmo depois de tanto tempo acordando com isso. Na última sexta-feira fiquei vendo TV e pensei: “beleza, duas horas da manhã. Dá para dormir até as 10:00 e depois vou cobrir a competição de atletismo. Terei oito horas de sono, tá bom (é amigos, trabalhar no final de semana, logo teremos um texto sobre isso).” Deu 8 da manhã de sábado e, naturalmente, começou o sofrimento. Eu ainda tenho a esperança de tentar dormir de novo, missão que nunca consegui nesse tempo todo. Nos feriados, FERIADOS, isso também acontece.

 

Os instrumentos de tortura são diversos. O pessoal deve se reunir bem cedinho e sortear o material:

– José… martelo.

– Xá cumigo chefia, tô com o braço calibrado

– Uóshingtom,… picareta! Gladsneyton vai para o reboco.

E por aí vai. No entanto, o mais aguardado é a serra.

– Josiscreyson, SERRADEIRA!!!

 

Aí fechou, não sei para que serve essa merda de serra, mas é a pior. Juntos, os instrumentos formam a orquestra do inferno. De um lado o martelo, constante, parece que penetra no meu crânio a cada batida. A picareta em um ritmo adverso, desafinação total. Depois a serra aparece e fecha com chave de merda. Sem contar os gritos dos subordinados.

– AÊ Ô BATISTA, COMO TÁ A MARMITA DE HOJE Ô PÉ DE BURRO!?

 

Há dois anos eu não trabalhava ainda, então era todo o dia acordando cedinho com aquela porra. Hoje em dia nem ponho o despertador para tocar, eles sabem que horas têm que me acordar. O foda é que eles param assim que eu levanto! Estou falando sério, imagino a reunião dos novos empregados:

 

– Pessoal, vocês trabalham das 8:00 até o momento que aquela janela do quinto andar, embaixo daquela sacada, abrir. Nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. Vocês têm a liberdade de fazer o que quiserem para ela abrir mais cedo.

 

Eu abro a janela, eles param. Mas não pensem que vão embora. Ficam lá de olho, se eu fechar de novo é pau na obra. O anúncio de emprego nos classificados deve ser assim:

“Você é vagabundo, não quer compromisso no trabalho e SEM PREVISÃO DE TÉRMINO DA OBRA? E de quebra ainda fuder a vida de um infeliz que mora ali do lado? Então não perca tempo e venha trabalhar com a gente!”

 

Imaginei como será a reação do mundo quando a reforma na casa acabar. Será notícia nos cinco continentes. Provavelmente não conseguirei dormir dias com o barulho da festança. Já vejo o “Esporte Espetacular” fazendo uma matéria especial com a musiquinha de fundo “PÁ PÁ PÁ PÁAA PÁAAAAA PÁ PÁAAAA!”

 

Já pensei em várias formas de vingança enquanto estrebuchava de raiva. Queria escrever uma carta anônima deixando clara a incompetência desses miseráveis. Ou passar lá pessoalmente, de chapeuzinho de festa, língua de sogra e bolo envenenado, dando parabéns pelo 2º aniversário de obra. Já pensei em declarar guerra mesmo, comprar uma sniper e ficar estilo o Jude Law no filme “Circulo de Fogo”. Tenho uma ótima mira da minha janela. Seria fantástico… Pensei em ir na sacada e berrar: “FILHOS DE UMA PUTAAAAAAAAAA! ME DEIXEM EM PAAAAAAZ! VOU MATAR VOCÊS!!!!” Por muitas vezes quase fiz isso.

 

Um atentado também não seria má ideia, colocar uma bomba relógio para detonar às 8:00 da manhã, ou espalhar minas terrestres que explodiriam na primeira picaretada. Seria a primeira vez que acordaria feliz com um barulho. Mas daí penso que eles contratariam mais peões e demoraria outros cinco anos. Três para tirar o entulho, mais dois para ficar como está. Pelo menos eu não estaria mais no meu quarto, e sim na prisão. Pensando bem, tenho ensino superior completo, ficaria com uma cela só para mim. Quem sabe lá não dormiria em paz?

 

A construção na escala do terror

 

Por mexer com meu estado mental, psicológico e físico, ao mesmo tempo, desde cedinho e por dois anos seguidos, sem descanso, merecem um 10 com louvor. No post do ônibus não coloquei a nota dele na escala. A perda do ônibus tem escala 7,5, mais o número de minutos que você ficou esperando passar o próximo. Cada minuto equivale a 0,2 décimos.

 

E você leitor? O que me recomenda para vingar-me desses cretinos?

Published in: on junho 3, 2009 at 3:10 pm  Comments (30)