Emburreçam, burros!

– Muito bem, parece que você está preparado para a prova. Resolveu estudar.

– Fazer o quê? Se eu não tirar uma nota máxima nessa prova levo bomba. Fiquei a semana toda lendo esse livro, sei absolutamente tudo que acontece.

– Ótimo. Vamos indo para a sala de aula.

Os dois se levantaram e começaram a caminhar pelo pátio do colégio.

– Tem mais uma pergunta que o pessoal está especulando, essa provavelmente cairá na prova.

– Manda.

– Caso você acerte essa, estará pronto para a nota dez.

– Ok, posso responder qualquer pergunta.

– Qual a altura e o peso dos personagens principais?

Celso, que até o momento caminhava calmamente ao lado do amigo, Gabriel, virou-se como se a pergunta fosse uma ofensa, uma bofetada.

– Mas que merda de pergunta é essa?

– Você não se lembra daquela parte que os dois alunos recebem um castigo do professor, ele pergunta: qual a altura e peso do seu colega?

– Sim, eu lembro.

– Vamos, qual a resposta?

– Eles usam uma técnica inteligente para descobrirem a altura e o peso um do outro, utilizando comparativos e proporções. Escapam da punição.

– Exatamente, mas qual a altura e o peso deles?

– Deixe de ser besta! Por que o professor faria essa pergunta? O certo seria questionar como eles descobriram. Qual forma foi utilizada? Percebe como é mais inteligente a minha pergunta? Burros! Só o fato de vocês especularem a maldita possibilidade dessa pergunta já faz de vocês umas antas, dementes, entende? É um absurdo! Mais de 200 páginas de livro e olha a pergunta que vocês criam!?

– Você não sabe né? Eu compreendo, eu mesmo não lembrei, mas já decorei a resposta.

– Não sei, é uma informação inútil. Se eu prestasse atenção e decorasse essa informação não teria entendido a fórmula que usaram para a descoberta. O cérebro é seletivo, o meu selecionou a informação útil, inteligente. O burro que especulou essa pergunta absorveu a informação merda. De certo, não sabe nada do que acontece no livro, mas sabe as medidas da mesa de centro da casa dos personagens de cor e salteado, sabe a cor das cortinas de cada cômodo de cada porra de local citado, a maldita idade, altura e peso de todos os personagens!

Ambos continuaram andando enquanto Celso gritava e gesticulava como um advogado de acusação em frente ao júri. O réu era a pergunta especulada que, em sua visão, havia assassinado qualquer bom senso do universo do aprendizado. Ela deveria ser presa, receber a pena de morte.

– Celso, a fonte dessa informação é quente, os alunos da manhã fizeram a prova e disseram que caiu essa questão!

– Se essa pergunta cair é o fim dos tempos. É a prova que o mundo está por acabar, que a humanidade involuiu! É a evidência que a escola não serve para nada, que estamos perdendo o nosso tempo! Afinal, ela terá ensinado a todos qual o peso e altura de dois certos personagens, de certo livro, escrito por certo escritor, em certo ano, num certo país… Ao invés de cobrar se o aluno entendeu a essência de tudo, se absorveu o que interessa!

– Celso, cala a boca, seu raciocínio faz sentido, mas você sabe como são as provas. Não duvido que essa pergunta apareça e você precisa saber a resposta!

– Se cair eu repito o ano, com gosto e desgosto!

Nesse momento, o sinal para entrarem na sala de aula tocou e Gabriel perdeu a paciência:

– Chega! Olha para mim – ele segurou forte nos ombros de Celso, virando-o para si com as duas mãos – olha pra mim sua mula teimosa! Temos que entrar na sala de aula, ouviu o sinal? Não é hora de questionar a merda do sistema! É hora de tirar dez nessa prova e passar! Esse tempo todo em que explodiu em revolta, tentando achar o sentido disso tudo, você poderia ter usado para decorar o maldito peso e o cacete da altura de ambos e ficar tranquilo caso a pergunta apareça na prova! Quer perder o ano? Quer que seus pais te surrem? Preste atenção, a altura e o peso são…

– Não diga. Se você me falar e eu decorar estarei compactuando para o assassínio da educação. Estarei contribuindo para o triunfo do decorar frente ao aprender! Contribuindo para que os burros se perpetuem e os inteligentes sejam engolidos pela ignorância! Resta-me apenas a fé, na educação, na humanidade, não aceitarei que a tire de mim! Entendeu!?

– Ok, não reclame se o seu ano for perdido por causa dessa pergunta.

Os dois entraram em sala de aula, sentaram em suas cadeiras e aguardaram o professor entregar as provas.

– Vocês terão 45 minutos para terminar o teste. São dez perguntas, espero que tenham lido o livro e aprendido.

Celso pegou a prova e a primeira pergunta que seus olhos encontraram naquele papel, naquela sala de aula, foi a seguinte:

“Durante um castigo, o professor desafia os personagens principais a descobrirem o peso e a altura um do outro. Eles utilizam uma técnica criada por eles para chegar ao resultado. Qual a altura e peso descobertos?”

Em choque, Celso levantou-se, cambaleou feito um derrotado em direção à saída, os olhos vidrados, sem piscar. Todos olharam com surpresa aquela figura se dirigindo para a porta, perplexos. Ele parou se apoiando no batente, de costas para a turma, endireitou a postura, respirou fundo e se virou. Encarou todos na sala de aula, um por um, e disse por fim:

– EMBURREÇAM, BURROS!

E se retirou do local.

Published in: on dezembro 29, 2015 at 3:09 pm  Comments (2)  

Superlotação – um grave problema da humanidade

Superlotação gerando o caos

Superlotação gerando o caos

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/2014/05/1457585-video-exclusivo-mostra-caos-em-estacao-de-metro-em-sao-paulo.shtml

Viram a foto ao lado e o vídeo do link acima? Se não viram, peço para que deem uma olhada antes de continuarem lendo este texto.

E agora? Viram?

Ok, continuando o texto imaginando que vocês viram essas imagens e não me enganaram. Esse pandemônio é o metrô de São Paulo após a paralisação surpresa dos motoristas de ônibus na tarde de ontem. Não preciso explicar muito já que vocês viram o vídeo. Esse completo caos, sem precedentes na opinião do fotógrafo experiente da Folha de S. Paulo, ocorreu devido a uma simples barreira no fluxo dos mais de 12 milhões de habitantes. O sistema já é um lixo em sua normalidade, operando a todo o vapor, com qualquer desvio na “rota” o inferno acontece.

Mas as críticas ao sistema e ao transporte ficarão para outro texto. Hoje vou escrever sobre a superlotação do planeta Terra. Superlotação essa exemplificada no vídeo acima. Temos mais de 7 BILHÕES de pessoas no mundo e isso não é motivo para se comemorar. O que é engraçado, para não dizer pavoroso, é perceber na época uma exaltação da “conquista” em matérias de jornais, aqueles papéis de refeição do Mcdonalds, posts em redes sociais etc. “Já somos 7 bilhões!”. Ok, somos, e você comemora? Imbecil! Caros, parem, pensem, reflitam.

Eu costumo dizer que se colocarmos cinco galinhas em um galinheiro para cinco galinhas tudo fica uma maravilha. Quando colocamos 20 galinhas num galinheiro projetado para cinco galinhas temos o caos. Elas vão começar a se bicar lá dentro, se machucarem, perderem penas, bicos, parar de dar ovos. Tudo por conta do estresse da situação, haja vista a necessidade que todo o ser vivo tem de espaço, inclusive galinhas e outros animais, além do próprio ser humano.

Vou pegar São Paulo como exemplo ok? A ideia serve para o mundo. São Paulo é um galinheiro projetado para no máximo quatro milhões de galinhas pessoas. Temos a infraestrutura mínima para quatro milhões de indivíduos viverem bem. No entanto, temos 12 milhões de infelizes, chutando baixo, nesse pseudo-inferno de município. Conclusão? Caos! Óbvio! Não há espaço para ninguém seja no trânsito, no ônibus, no metrô, no trem (esse então) e na própria calçada!! Está difícil andar na calçada! A mobilidade da cidade é nula em qualquer horário! Nos nossos lares não é diferente. Vivemos em apartamentos cada vez menores, chegando a 30m2 com três dormitórios, duas suítes e um “espaço gourmet”. Tudo projetado para hobbits.

Além da dificuldade de se locomover e o encolhimento das moradias, o acúmulo de pessoas faz com que faltem recursos como água (Cantareira que o diga), energia, comida, saúde pública, educação, saneamento básico e outras necessidades. Aí você diz “não, isso é culpa do governo”. O governo tem culpa sim, grande, aliás, mas não é só dele. Estamos falando de 12 milhões (cidade), de 200 milhões (país) e de 7 bilhões (mundo). Alimentar essa putada toda, garantir saúde, garantir alimentação, emprego NÃO É SIMPLES. Como consequência, vemos seres humanos vivendo todos os dias em condições sub-humanas. Assim como as galinhas em seus apertados galinheiros, começamos a nos agredir, perder o respeito com o semelhante, perder cabelo, ficar doente, mal humorado, estressado etc. É cada um por si buscando o seu lugar, LUTANDO com os outros pelo seu espaço em uma guerra física e psicológica.

Hoje o ser humano tem menos filhos. Graças a Deus É estatístico. Comparado com séculos atrás a taxa de natalidade é bem menor. Porém, no entanto, todavia: Estamos vivendo muito mais. É preciso ter um controle forte de natalidade para pararmos de aumentar o número de habitantes e equilibrarmos o fator da diminuição abrupta de tragédias. “Como assim?” Vou explicar, sejam racionais e acompanhem o pensamento. Há décadas não temos uma grande guerra. Essa hora alguém já deve ter pulado da cadeira “como assim? Você está lamentando não termos tido guerra!?”. Não animal, é apenas um exemplo, acompanhe.

Vamos lá, um exercício cretino e rápido. Se os milhões e milhões de pessoas que morreram apenas na primeira e segunda guerra mundial não tivessem morrido. Os conflitos simplesmente não tivessem acontecido. Esses milhões teriam tido milhões de filhos, que estariam tendo milhões de netos e alguns já com milhões de bisnetos. E essa superlotação mundial estaria ainda mais caótica. E a peste negra? Que matou milhões? Mesmo raciocínio da guerra.

Hoje a maioria das doenças sérias e fatais a ciência consegue a cura rapidamente.  As grandes guerras também não acontecem mais, pois na política atual um conflito desses acabaria com o mundo, literalmente. Sem essas tragédias que, de um modo geral, controlavam a expansão desenfreada, nós temos a responsabilidade de sermos conscientes e inteligentes para permanecermos na Terra de um modo sustentável.  Cada casal deveria ter, no MÁXIMO, dois filhos. Desse modo, quando os pombinhos morrerem terão deixado duas pessoas em seus lugares. Não contribui, mas pelo menos não ajuda a foder mais ainda a situação. O ideal é apenas um filho e a utopia é nenhum!

Dito isso, peço mais uma vez a sua reflexão senhores. Pensem antes de terem filhos. Pensem bastante. Não adianta você falar para os quatro ventos: “ah eu quero ter no mínimo cinco filhos! Aquela filharada! E depois vários netos! Minha casa tem que ter várias pessoas, criançada correndo em volta da mesa, barulho e blablabla”. O cretino, putaqueopariu que raiva me dá quando ouço algo assim, deixe de ser um asno e pense nas consequências de ter cinco filhos em um planeta que a cada ano piora! Justamente pela superlotação!

Você quer deixar um ser vivo neste mundo? Mundo este que não sabemos até quando teremos água, comida, espaço? Vale a pena isso? Você está sendo justo com o seu futuro filho? Ele não está pedindo para nascer, para ser colocado nesta roubada. Você que estará jogando ele aqui. Portanto, leia este texto novamente sempre que pensar em ter filhos e lembre-se da máxima: quanto menos somos melhor passamos!

Os idiotas da objetividade

Flumerdense

Divulguem o texto enquanto o Fluminense não entra com um recurso para tirá-lo do ar

Pedirei agora licença ao intuito deste blog (este bem abandonado é verdade, admito) para escrever sobre o fato que chamou mais atenção na reta final do Campeonato Brasileiro 2013: a virada de mesa nos tribunais e a queda da Portuguesa à série B no lugar do Fluminense. Ironicamente, uso no título uma expressão de um torcedor fanático do clube beneficiado, Nelson Rodrigues, e basearei minha defesa nessa ideia. Os idiotas da objetividade. A definição foi bastante utilizada em textos desse mestre da nossa língua que tanto acrescentou à crônica esportiva.

A definição de Nelson Rodrigues se encaixa perfeitamente no caso que vimos ontem. Os idiotas da objetividade condenaram, por UNANIMIDADE, a Portuguesa à perda de quatro pontos e, de tabela, à queda de divisão, salvando assim o Fluminense de pagar por sua própria incompetência. Com isso, os membros que julgaram o caso caíram também em outra definição de Nelson Rodrigues, a de que toda unanimidade é burra. Temos então, julgando o caso, além de idiotas da objetividade, burros. Fato devidamente comprovado.

A Portuguesa pagou esse alto preço por ter um jogador irregular por menos de 15 minutos, em uma partida que nada definiria no campeonato. Mesmo perdendo, a Portuguesa estaria livre da série B. O Grêmio, o adversário na partida, também estava classificado para a Libertadores da América. Erro de comunicação, falha nos procedimentos internos? O julgamento foi definido na noite de sexta-feira e o fatídico jogo realizado no domingo. Temos então o erro de uma pessoa definindo o ano de um time.

De nada valeram 38 rodadas de campeonato. De nada valeu o ano da Portuguesa, o esforço dos jogadores, a presença da torcida, os ingressos, as viagens, investimentos, raça, vontade. Tudo isso foi jogado pela janela única e simplesmente pela presença de um jogador que, até então, nada tinha alterado no curso do campeonato. Foram 15 minutos jogando. Esses 15 minutos sobrepuseram mais de sete meses de trabalho de centenas de profissionais.

A aplicação da lei muitas vezes passa por cima do que consideramos justo. E os idiotas da objetividade, ah os idiotas, adoram utiliza-la sem considerar as circunstâncias de cada caso. Essa ação gera julgamentos como esse, no qual a justiça e o bom senso são postos de lado em detrimento do que está escrito. Eu imagino que os membros que julgaram esse caso devem ter anos e anos de estudo. Especialização, cursos, um currículo invejável. No entanto, eles apenas aplicam o que está na lei, utilizando-o como um livro de receitas. Peço desculpa aos comprovadamente idiotas e burros, mas eu, sem formação alguma em direito, posso ler o livro de regras e aplicar em um tribunal.

– Ok, vejamos, julgamento Portuguesa. Foi acusada de escalar um jogador irregular? Tá, deixa eu procurar aqui no livro… Achei, artigo tal. Hummmm, deixa eu ler aqui, pera… Tá, quando acontece isso o time perde 3 pontos além dos conquistados na partida. Total 4 pontos. Próximo caso!

Pronto. Qualquer pessoa que saiba ler pode aplicar o que está escrito. Não são necessários anos de estudo em direito para isso. Seriam necessários sim, para analisar cada caso considerando o contexto e todas as circunstâncias envolvidas. Necessários sim no entendimento de que de a lei foi criada para auxiliar na busca pela justiça e não para ser seguida de forma cega e burra, passando por cima de princípios e moralidade. Necessária para enxergar que o erro de uma pessoa, que não alterou o curso de um campeonato, não poderia causar tamanho estrago para um clube.

Eu acompanhei o julgamento de ontem e ficou claro que nada foi considerado além do que estava escrito. A lei foi apenas seguida e fim de papo. Acho melhor, senhores, vocês começarem a se diferenciar. Mostrar os anos de estudo que vocês têm. Porque, se for para apenas seguir o que está escrito, logo teremos um robô para fazer isso. Estamos no século XXI, qualquer profissão que possa ser substituída por máquinas assim será. Toda máquina é objetiva e segue o que está programada para fazer. E vocês atuaram como robôs seguindo o que já estava pré-estabelecido. O que estava no manual de instruções Sem nenhum diferencial, absolutamente nada. Feito máquinas.

Se bem, que vocês sabem não ser máquinas quando querem não é verdade? Em 2010, quando ocorreu o mesmo caso com o Fluminense, não tiraram os pontos e o título deles. Ali foi considerada a moral e os princípios. Agora, quando é a Portuguesa que está na linha de tiro e o Fluminense pronto para ser beneficiado, vamos nos transformar em máquinas.

O fato é que de nada adiantou todo o teatro e representação realizados ontem. Tudo já estava definido antes mesmo de começar. Venceu a objetividade e seus idiotas. Venceu a unanimidade e sua burrice. Venceu a aplicação da lei em detrimento da justiça. Hoje somos piadas no resto do mundo. Parabéns a todos os envolvidos. Tirando os torcedores do Fluminense, alguns ridículos a ponto de irem à frente do local torcer como se estivessem em uma arquibancada pela absolvição da incompetência do próprio clube, vocês envergonharam um país. E serão marcados por isso.

Entre as maiores invenções da humanidade

Última conta dividida por todos na mesa…

Costumo dizer que o ser humano já inventou muitas coisas idiotas e tiro sarro delas, como alguns de vocês já conferiram por aqui. No entanto, devo reconhecer que foram inventadas algumas coisas boas também. Uma delas, que confesso estar entre as minhas preferidas, se chama comanda individual.

Se tem alguma coisa que me irrita muito, me deixa desgraçado da vida, é ir a um restaurante, ou qualquer outro ponto em que se gaste, e dividir igualmente a conta entre os integrantes do grupo. Isso porque SEMPRE terá diferenças entre os gastos e a divisão igualitária é injusta! Um grupo que se preze tem que ser unido e aceitar as merdas da vida sempre, menos na hora de pagar a conta. A conta é a exceção que faz da união do grupo uma regra a ser seguida.

Como um bom azedo, também sou sovina. Ou vocês conhecem algum mal humorado, estressado que seja mão aberta? Difícil! Os felizes não se preocupam com dinheiro, estrutura, dívidas etc. Os positivistas, os otimistas, trabalham, torram, se divertem e foda-se. E não estou dizendo que eu seja melhor que eles, nem que eles estejam certos. Estou dizendo apenas que tende a ser assim. Portanto, o azedume aqui é mão de vaca de primeira grandeza, como vocês podem conferir no texto sobre as vaquinhas também.

Dando continuidade à questão da divisão da conta. Às vezes, quando menos esperamos, aparece um e-mail ou um maldito invite no Facebook convidando para um evento qualquer. E em meio a esses convites surgem alguns de pessoas importantes, que beiram ao irrecusável. Resumindo, é preciso comparecer mesmo que você não esteja com tanta vontade assim de ir (para não dizer outra coisa).

Falo por mim, mas é fácil imaginar que todo o pão duro que se preze olha os preços das coisas que vai consumir e pisa no freio para não cometer loucuras. Reunir o grupo se torna uma loteria. Você nunca sabe se vão dividir o valor igualmente ou se cada um vai pagar o que consumiu. Já pensei várias vezes, entre os pedidos de bebidas e as risadas iniciais, pedir licença e perguntar: “pessoal, pessoal, fiui! Peço uma licença, licencinha, silêncio… Sei que é cedo para falarmos nisso, mas vocês já decidiram como vamos pagar a conta? Dividida entre todos ou cada um paga o que consome? Obrigado.” Já imagino o silêncio, as pessoas se olhando, olhando para mim, se olhando, olhando para mim. Seria um verdadeiro soco no estômago desse sistema ridículo no qual alguns se dão bem e outros se fodem profundamente. Aí tudo seria mais simples. Vai dividir igual? Ok, vou lá e chuto o balde. Consumo o que eu quiser na quantidade que eu quiser. Cada um paga o seu? Sigo minha rotina de economia no meu canto.

No meu caso, eu sempre pego um prato barato, uma bebida e deu. Aí lá para o fim da confraternização eu lembro que a comanda não é individual e provavelmente o ser que pediu o prato com o preço mais absurdo vai lançar na rodinha quando a monstruosa conta chegar: R$ 1.500, se dividir entre todos dá 250 pra cada um. Nem dá tanto vai? De boa.” Claro né miserável? Para você, que comeu lagosta com caviar e pediu o vinho mais caro da casa, R$ 250 reais nem é tanto assim! É “de boa”. E o filho da puta aqui que pagará esse valor num refrigerante e num prato de arroz, feijão, fritas e salada? Como fica? A merda é que a maioria consumiu miseravelmente e clama pela divisão da conta, enquanto quem consumiu pouco entra na onda para não pagar de chato.

Como não tenho dificuldades em assumir minha chatice, às vezes corto a brincadeira e falo que vou pagar o que consumi mesmo. Mas tenho certeza que tem chupim que cria esses milhares de convites de forma proposital, escolhendo lugares SEM comanda individual para tirar a barriga da miséria à custa dos outros. Certeza. Para esses, a comanda individual é um verdadeiro chute no saco.

– Pois não senhor?

– Olá, esse restaurante tem comanda individual?

– Não temos senhor, lamento…

– Perfeito, reserva uma mesa para mim e outros 15 amigos. Vou lançar o invite no Facebook. Obrigado.

Cretinos… Para finalizar, falarei dessa maravilha de comanda individual. Tem coisa mais justa? Por favor, se conhecerem algo mais justo que esse, comente no texto. Não tem. A ideia é simples. Cada qual com sua comandinha, o que você consumir estará ali registrado. Olha que beleza? Na hora de sair cada cidadão paga o que está ali. Deus, como as invenções mais simples são as melhores! Acaba com a máfia da divisão de contas! Tudo que eu quero é sair e pagar o que consumi. É pedir demais? Cacete isso é pedir demais uma coisa simples como essa!? Quem comentar também responda essa pergunta por favor.

Pensei em propor um abaixo assinado para uma lei que imponha a comanda individual, ou pelo menos que faça os estabelecimentos terem a obrigação de oferecer essa opção. Porque a verdade é que eles estão pouco se lixando. Estão preocupados em cobrar a conta, incluir os 10% e dane-se. Ela sendo paga é o que interessa. Capaz que os garçons rachem o bico ainda por cima:

– Nossa manolo, o magrelo ali comeu arroz e farofa e tá pagando 500 reais. Dá um ligue! Huhauhauha trouxa!

Portanto, só na base da lei, amigos, da imposição! Mas no fundo não iria dar certo. Porque a maioria acaba prevalecendo. E vocês sabem como é a maioria dos seres humanos né? Preciso dizer ainda?

Published in: on novembro 8, 2012 at 9:48 pm  Comments (5)  

A necessidade de se mostrar bem

"Essa é a visão mais ou menos que tive hoje de manhã pessoal :P"

(Texto escrito há alguns dias, guardado para o início do ano)

Às vezes, meus caros, eu penso no quanto o ser humano é patético e previsível. Conversando com um colega de trabalho esses dias, refletimos sobre essa necessidade do Homem em ser admirado. Em ser consagrado e invejado. Despertar a admiração alheia parece uma obrigação. A vida, em si, prega isso: faça sucesso, ganhe dinheiro, seja invejado ou serás um completo perdedor.

Um exemplo. Nesta época do ano, verão, as mídias sociais estão repletas de fotos em praias, sítios, locais turísticos e paradisíacos. Você abre sua página pessoal e na entrada tem pelo menos três praias diferentes. Eu pergunto: para quê? Qual o intuito dessas postagens? De estar na praia, tirar uma foto e colocar: “vidinha mais ou menos hein?” Qual outro motivo seria a não ser o de ostentar um momento legal de sua vida? Postá-las no álbum pessoal, quando já está de volta de viagem, à toa em um computador, é normal. No entanto, a maioria posta onde mais pessoas poderão ver e in loco! Diretamente do local! Ao invés de dar um mergulho elas procuram um ângulo legal, uma pose bacana, uma conexão na internet e pronto. Mais uma “fotenha” na rede!

O Homem parece ter necessidade de mostrar que está bem, que está feliz e melhor que os outros. Curtir o momento, a alegria de estar em um lugar bacana, não parece ser suficiente. É preciso que os outros “curtam” esse status atual, se é que me entendem. É preciso esfregar isso na cara, de preferência na de pessoas que não podem estar ali.

Essa atitude gera um ciclo vicioso. O caboclo que está na cadeira do trabalho e vê aquilo não perderá a oportunidade de postar uma foto no paraíso e dizer a si mesmo: “pronto, agora é a minha vez!” Muitos podem pensar que não tem nada a ver, ou que eu tenho inveja etc, mas pensem bem, com imparcialidade, e verão que tem sim a ver. Não é proposital e sim inconsciente. Acredito que quase ninguém poste a foto com o objetivo claro de causar a inveja ou a admiração. A atitude de mostrar que estamos bem se deve ao que passamos no nosso dia a dia, ao que observamos desde quando nascemos.

A necessidade de se mostrar para os outros domina a humanidade desde cedo. Afinal, qual a raça mais competitiva do planeta? O caso das fotos foi apenas um exemplo. Quando algo de bom acontece na vida das pessoas, elas fazem questão de anunciá-las.

Posts típicos de Facebook e Orkut:

“De namorado novooooooo! Te amo lindo”

“Acabo de ser promovido pessoal”

“Faltam 3 dias para as férias!”

“Ganhei um carro do meu pai, olha que lindo!”

Sempre que algo bom acontece a primeira coisa que passa na cabeça é: preciso anunciar isso! É aí que mora o perigo. Pessoas invejosas existem em todos os cantos, criada, em grande parte, pelo ciclo vicioso da própria ostentação. E, acredite, inveja muitas vezes derruba. “Mas qual é a graça de ter as coisas se não mostrarmos para ninguém? Qual a graça de ser feliz, viajar e fazer tudo isso em segredo??” Pronto, você que pensou isso já está dominado pelo ciclo do mal e será difícil te arrancar daí.

Esse sentimento, essa obrigação que a própria sociedade nos impõe, traz outro problema. Acabamos nos afastando do que realmente queremos para nós mesmos. Nós passamos a lutar para agradar as outras pessoas, para ser alguém a ser admirado quando o que verdadeiramente importa é conquistarmos nossa própria admiração. O sentido da vida é estar satisfeito consigo mesmo e fazer o que te faz bem. A maioria deixa os sonhos de lado e passam a seguir o caminho da admiração pública. Do pseudo-sucesso. E a felicidade desse caminho jamais será completa.

Parece utópico o pensamento de seguir apenas os sonhos, porque é realmente difícil lidar com isso. Lidar com o que a sociedade pensa de você. A vida cobra e cobra pesado. Temos todos os tipos de inovação tecnológica e a atividade preferida do ser humano continua sendo a mesma: falar mal da vida alheia e cobrar dos outros o sucesso não alcançado por si mesmo.

Infelizmente, não vejo solução para isso. Apenas pessoas com capacidade de analisar de forma imparcial, de ver tudo o que acontece por cima, chegam a esse tipo de conclusão. Espero, por meio deste post, ajudar vocês a refletirem e analisarem melhor o próprio ser humano e, aos poucos, se tornarem pessoas mais críticas e menos influenciáveis.

Um abraço a todos e um ótimo ano.

Published in: on janeiro 2, 2012 at 5:45 pm  Comments (30)  
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A geração playmobil, a geração afrescalhada

Falar o quê? Sem comentários...

Muito me impressiona a boiolagem que se disseminou pela nossa juventude. Quando digo “boiolagem”, não me refiro ao homossexualismo em si, mas à bichisse. Como diz meu pai, não tenho problema com gay, mas sim com a bichisse. A maldita bichisse! Para quem não sabe, bichisse é frescura, é “mimimi”, ou ser metrosexual em uma idade na qual isso deveria ser supérfluo. E isso nos últimos anos, graças à ajuda de ícones do lixo pseudo-artístico como Justin Bieber, Restart e Colírios, corrompeu 95% dos nossos jovens. Depois da geração Coca Colla, criamos a geração playmobil, a geração afrescalhada.

Fui a uma festa junina da minha antiga escola há algum tempo atrás e percebi o quanto esse “Bibarismo” está infectando os garotos. Chegou a um ponto que não podemos mais controlar, está insustentável meus caros! São clones e mais clones do Justin Bieber por todos os lados! Eles saem de todos os lugares com seu figurino escroto e purpurinado. Cheguei a atualizar um famoso provérbio bíblico em minhas orações: mil serão Biebers a seu lado, dez mil à sua direita, mas tu não serás atingido, amém.

É sempre o mesmo cabelinho ridículo de playmobil, ajeitadinho pro lado, roupinhas coloridinhas, correntinhas e mais miniminimiiiminiminimilow (quem não conhece isso, veja o vídeo do Hermes e Renato, link no fim do texto). Às vezes com um bonezinho de lado tals, sem tampar completamente o cabelo, óbvio. E ficam lá, andando, se achando os tais, com suas cabeças de cotonetes se movimentando de forma quase robótica. Afinal, se mexer muito pode estragar o penteado e isso, para eles, é a morte. O fim. Fazem mais escândalo que uma mulher vaidosa ao quebrar a unha. São frágeis, patéticos, em sua maioria magros e cabeçudos. Mas mexa no cabelo deles que viram demônios sanguinários.

No entanto, descobri uma arma poderosa contra o exército Biberiano: o espelho. Mostre um para eles e todos ficam hipnotizados, paralisados, olhando e olhando. Alguns tiram um pente da cavidade anal e começam a ajeitar as madeixas com carinho e dedicação. Podem ficar horas e horas nesse ritual. Cabelinho para a esquerda… para a direita… Podemos até ensinar alguns truques para eles. Senta… rola… finge de morto… bom garoto, pega o espelho, não morde!

Os tempos mudaram senhores. Hoje quem espera o outro se arrumar é o sexo feminino:

– Vamos, estou pronta há séculos!

– Já vou, só terminar de arrumar meu cabelo…

Horas depois…

– Tá pronto?

– Sim só falta a roupa. Me ajuda? Essa jaqueta roxa com a camiseta amarela e a calça azul piscina ou esse blusão laranja, boné verde água e calça rosa?

Patético. Quando vejo esses escrotos tenho o mesmo ímpeto agressivo que sinto ao ver o Bieber na TV, ou aquele verme do Emilinho Zurita. Dá muita raiva e vontade de desmanchar o cabelinho na base do cascudo e da tesourada. “Ai, você precisa ser menos intolerante, aceitar as diferenças.” Desculpem-me, mas a falta de originalidade e personalidade casada com a bichisse do Biberismo são demais para mim. E convenhamos, se eu fosse tolerante e pregasse o respeito mútuo, vocês não visitariam meu blog. A graça é justamente ler meus estribuxos de raiva. E cada vez que eu vejo um deles me dá raiva. Fazer o quê? Se abro um site e dou de cara com: “não consigo sormir sabendo que tem gente passando fome no mundo”, by Justin Bieber, o autruísta. Dá ou não dá vontade de espancar? Doa todo seu dinheiro então o filho duma égua. Só o que você gasta de gel e laquê já alimenta o chifre da África seu escroto!

Mas voltando, onde estão os moleques sujos de jogar futebol, despenteados, fedendo a CC, pois não se acostumaram a usar desodorante ainda? Foram substituídos por clones de seres ridículos? Pasmém, esse é o futuro da nação? Sorte que o moicano do Neymar está masculinizando um pouco alguns desses seres. Continuam sem originalidade, mas menos viadinhos. Já é alguma coisa. Na minha época, o máximo do cuidado pessoal era o gel no cabelo. Com o topetinho, ou deixar espetado. E já era meio suspeito!

O pior é ver as menininhas caindo nessa. As menininhas de verdade, não os menininhas. Lobotomizadas pelo vírus denominado Capricho, que disseminam pragas como os “Colírios”. Passam a achar esses lixos bonitinhos. Dando moral para a continuidade dessa doença maléfica. Imagino que seres feios, desprezados, que não ficam com nenhuma ninfetinha, se sintam obrigados a entrarem na moda da bichisse para ver se conseguem alguma. Eu até entendo, é foda não ter ninguém nessa idade e as menininhas contribuem para esse processo. Mas não siga essa onda. Seja você mesmo, se vista como quer. Deixar de ser você para agradar os outros é ridículo e isso somado ao cabelinho do Bieber torna a coisa ainda mais lamentável.

No meu caso, sempre fui desleixado. Andei despenteado 95% dos dias da minha vida. E, tirando minha fase de anão, sempre tive companhias. Acredito que a maioria que teve interesse em mim foi pelo humor, pelas merdas que falava, pela personalidade e até pelo jeito ranzinza e às vezes chato. Nunca apenas pela beleza, isso é certo. Anotem aí: dia que precisar virar um Bieber para não ficar sozinho eu pularei da cobertura do meu prédio. De cabeça! Cantando: take on meeeeeee! Take me ooooooooon!

Segue o link do vídeo do Hermes e Renato: http://www.youtube.com/watch?v=oGY-OkRclnU

Até a próxima!

Published in: on agosto 25, 2011 at 2:36 pm  Comments (18)  

Trânsito: a dose de estress no começo e no fim de cada dia

Muitas coisas do dia a dia são irritantes, mas pouquíssimas superam o trânsito de uma grande cidade. Isso se justifica porque todo ser humano é um filho da puta, uns mais outros menos, mas a ocasião na qual esse fato fica

"Um viva para o caos do trânsito!" By Lucifer

mais claro é quando enfrentamos enormes congestionamentos. No trânsito é cada um por si e o Homem prova por A+B que a individualidade e o egoísmo fazem parte de sua essência podre.

Minha namorada fica impressionada quando está comigo no carro. Eu estrebucho de raiva, lamentação, desânimo, ódio, tristeza, fúria e mágoa a TODO momento. Todos os dias são iguais: gente cortando pra sua faixa do nada, animal não dando seta, lerdeza absoluta, semáforo que não abre e quando abre fica cinco segundos, cretinos cortando a fila pela faixa do lado depois querendo entrar na sua frente, escrotos que não dão uma diminuída MÍNIMA para você poder atravessar a pista para virar em outra rua e tantos outros problemas.

Algo que me irrita muito são aqueles filhos da puta que acham que podem parar em qualquer lugar do mundo, desde que estejam com o pisca alerta ligado. Duas faixas, trocentos carros, e o miserável lá, com o pisca ligado, esperando alguma merda, ou simplesmente querendo foder com o horário dos outros. Ou então parado em fila dupla, com seu pisca alerta imponente e onipotente ligado, dando condição para qualquer afronta à sociedade. Não tem problema nenhum parar por horas ali, é só ligar o pisca alerta! E o bom senso fica aonde? No rabo?

Falando em bom senso, quem me conhece sabe que tenho mania de apelidar coisas banais. Com tanto tempo perdido em trânsito, passei a nomear pontos cruciais de trajetos que costumo fazer. Por exemplo, nos tempos que trabalhava na Av. Paulista, tinha o “Farol da Morte”. Eu sempre era obrigado a enfrentá-lo após o meu antigo emprego. Ele fica na Rua Vergueiro, no trecho em que atravessa a Av. Tancredo Neves. Parece que São Paulo INTEIRA precisa passar por ali. Há diversas outras formas de atravessar porra! Eu era obrigado porque ia de ônibus, mas os infelizes insistiam em super lotar aquele mísero gargalo. Quantas horas perdi no terrível Farol da Morte? Muitas. Só Deus sabe quantas.

Quando mudei de emprego achei que me livraria desse inferno, mas sai de um para cair em outro: a “Ponte das Lamentações”. Esse trecho é para atravessar a Domingos de Moraes, próximo ao shopping Santa Cruz, um semáforo que fica ao lado do colégio Arqui Diocesano. Demora tanto para atravessar o viaduto ali que apelidei de Ponte das Lamentações, justamente por dar tempo de pensar em tudo que você mais lamenta na vida. Dá para pensar nos seus erros, lamentar seus fracassos etc etc. Todos os pecados são perdoados na ponte das lamentações, imagino que lota tanto pelo número de fiéis de todo o mundo buscando a salvação que só ela pode dar.

O trânsito também tem seus estereótipos. O japa da feira em sua Kombi assassina; o mano de carro velho cheio de acessórios e som alto pagando de fodão; o velho com seu veículo antigo andando bem devagar, achando que tem muita vida pela frente para ter pressa; a mãe levando os filhos pentelhos para a escola; a patricinha e o playboyzinho com seus carrões achando que podem tudo no trânsito, assim como podem em casa, etc. As mulheres são as piores. Não podemos generalizar, mas 95% do sexo feminino têm uma dificuldade enorme em dirigir. Eu já identifico quando é mulher pelos erros que costumam cometer. Erro de quem realmente não sabe o que está fazendo. Quando homem faz merda é mais por desleixo, não por não saber.  Como diz meu pai: não tem lugar que mulher leva mais a sério o “primeiro as damas” que no trânsito.

No meio desse cenário, tem o enxame (lá vou eu com minha mania de nomear). As abelhas do trânsito zunindo nos nossos ouvidos, conhecidos também como motoboys. Você para no trânsito e é aquele “biziouuuum”, “bizioummm”. Isso quando não buzinam no seu tímpano, já que alguns além de encherem o saco no corredor passam buzinando, mandando um “estou aqui viu? Cuidado”. Bicho, FODA-SE que você está aí. Odeio motoqueiro. E se não der espaço para passarem o bando vem querer xingar, ofender etc. O RAÇA do CARALHO!

Outra raça filha da puta é a cambada da CET (Companhia de Engarrafamento de Trânsito). Sempre que vejo um caos pior que o habitual eu penso: quer ver que tem alguém da CET “organizando” o trânsito? Dito e feito. Esses filhos da puta sempre que se metem na parada mais FODEM do que ajudam. Não sei se é porque todos têm medo de levar multa e andam devagar quase parando para não infringir nenhuma regrinha, já que esses lixos rezam para que aconteça qualquer deslize. Como deve ser ter como objetivo no trabalho estragar o dia dos outros?
– O que faz da vida?

– Ah eu fodo os outros. Aplico multa adoidado.
Porra que legal, você é um filho da puta de carteira assinada. Parabéns campeão!
Para finalizar, vou citar o que meu primo falou quando comentei da CET. “Porra velho um acidente simples em uma faixa eles vem com a picape e interdita mais 2… ai de 4 faixas sobra 1…

Vou nessa que esse texto já tá gigante.
Trânsito na escala do terror

DEEEEEEEEEEEEEEEEEEZ!

Published in: on março 29, 2011 at 12:23 am  Comments (6)  

Pensamentos e devaneios de um complexo ser

Caros leitores. Peço licença para sair um pouco do tema do blog e escrever alguns pensamentos meus. Se vão provocar riso, não sei. Mas senti necessidade de compartilhar alguns pontos de vista.

 

Dia desses, como costumo fazer geralmente, estava filosofando sobre esta puta vida, ou vida de puto, da qual fui premiado pelo ser superior. Cheguei à conclusão que tudo nela ou me irrita ou me alegra. Óóóhhh, grande conclusão vocês devem estar pensando. Mas eu explico. O que quero dizer é que passamos por esses extremos, de felicidade e tristeza, todos os dias de nossas respectivas vidas. Enfrentamos coisas que nos tiram do sério ou nos deixam felizes em um curtíssimo espaço de tempo, a todo tempo. E cada vez mais coisas pequenas, que não nos afetam nem positivamente nem negativamente, vão deixando de existir. Temos então um 8 ou 80 de emoções.

 

Pessoas costumam dizer que a mudança repentina do tempo, do frio para o calor, do calor para o frio, causa doença. Baixa a defesa do organismo, imunidade, gripe etc. Pois, na minha visão, a mudança repentina de humor, da bonança para a desgraça, causa danos muito piores, pois afeta nosso psicológico. “Mens sana in corpore sano” (mente sã em um corpo são) já dizia o poeta romano Juvenal em sua resposta à pergunta do que deveríamos desejar para nossas vidas. Na minha concepção da frase acima, para ter um corpo são, é preciso ter uma mente sã. Logo, chego à conclusão que a mudança repentina de humor causa bem mais estrago em todos os aspectos da nossa vida que a mudança repentina do tempo.

 

Com o passar dos anos tenho reparado que mais coisas têm me tirado do sério e menos coisas têm me alegrado. Sendo assim, tendo a teoria explicitada acima sobre a mudança repentina de humor, estou evoluindo. Afinal, deixarei de ter essa montanha russa de emoções e ficarei só no lado da irritação. Evitando o desgaste emocional dessas alterações do humor.

 

A vida, o ser superior, ou quem quer que seja adora essas mudanças repentinas de sorte. Sabemos que o mundo dá voltas, tanto pelo lado positivo como para o lado negativo. Para algumas pessoas mais para o lado positivo e para outros fudidos mais para o lado negativo. Mas o fato é que somos verdadeiros joguetes, marionetes desta força. E se não damos mais graça a ela somos tirados do cenário. Sendo mais claro: MORREMOS.

 

Na semana passada, dando um exemplo, estava muito feliz após ver um show da minha banda preferida, ao lado do meu primo que para mim é um irmão, com viagem comprada para Floripa no carnaval, as coisas dando certo no trabalho, com a namorada etc. Do nada, em questão de segundos, tudo desmoronou. Quebraram o vidro do meu carro, roubaram tudo que tinha dentro, tomei um prejuízo enorme, cancelei a viagem, briguei com meu pai, fiquei doente, as coisas do trampo simplesmente não viraram como deveriam e sai, literalmente, do céu para o inferno.

 

O engraçado, se é que tem alguma graça nessa putaria toda, é que tudo me levou àquele lugar, naquela hora, para ser furtado e começar a desencadear uma série de merdas que me jogaram para o fundo do poço. Como eu disse, uma marionete da força superior:

 

Dormir com a namorada segunda ou terça? Segunda

Plaza Sul ou Vila Olímpia? Vila Olímpia

Estacionamento ou parar na rua? Na rua

Comer algo e voltar ou ficar e ir ao cinema? Ir ao cinema

 

Todas as minhas decisões me levaram para aquele local, naquela hora, naquela terça-feira. Senti-me um verdadeiro joguete. Sério, parece que sempre que veio um desses questionamentos acima uma voz na minha cabeça falava o que eu tinha que fazer. Qual decisão tomar.

 

– Vou parar no estacionamento… (estacionamento? Do shopping Vila Olímpia? Deve ser muito caro, ali na rua tem uma vaga. Nada vai acontecer).

– Vou parar na rua…

Bizaaaaaaaaaaaaaaaaarro!

Sinishhhhhhhtro! Como dizem os amigos cariocas.

 

Somos todos atores neste teatro. Músicos dessa orquestra, regida minuciosamente por essa força superior. Devemos emocionar, alegrar, marcar. Se não, somos retirados do palco. Eu imagino Deus, ou a divindade que preferirem, não como um ser completamente bom como rezam as religiões. Imagino como um ser bem humorado, sarcástico, irônico, alegre, acima do bem e do mal. Que está lá para nos testar. E como todos nós, desperta de bom humor e de mal humor.

 

Mas vou parar de filosofar. Imagino que entender demais a força superior pode me tirar do jogo. Acabo perdendo a graça para ela. Então serei apenas mais um boi neste pasto. Sendo marcado pelo ferro quente da vida a todo tempo com a marca “N” de nervosismo, “T” de tristeza, “L” de lamentação, “E” de esperança e “A” de alegria.

 

Obs: não sei quanto a vocês, mas essa parte do “N” de não sei o que, “L” de blábláblá me lembrou a música da Xuxa, do alfabeto sabe? Mas enfim, deixa como está.

Published in: on março 11, 2011 at 2:30 pm  Comments (7)  

Carta ao leitor 2: um leve desabafo

Caríssimos leitores,

 

Este texto é só para agradecer a vocês, fãs do blog, pelo número de acessos registrados na última terça-feira. O blog bateu seu recorde em mais de três vezes! O antigo recorde era cerca de 110 acessos em um dia. Na terça-feira, esse número chegou a 351! Imagino que alguém que seja conhecido na internet tenha divulgado o blog, já que na terça eu não postei texto nem fiz qualquer divulgação em mídias sociais e atingiu esse ótimo número. Na quarta-feira, o acesso chegou a 190. Manteve um número alto.

Coincidentemente, minha vida tornou-se um inferno a partir de terça-feira. Estava tudo dando certo, eu estava feliz, e de repente foi azar atrás de azar. Tanto azar e lamentação que não consegui transformar tudo isso em humor. E quem me conhece sabe que isso é raro, pois sempre que me fodo dou um jeito de zoar a mim mesmo e fazer outras pessoas rirem. No próprio blog há histórias verídicas, pessoais, de dias de inferno que já passei.

Não sei se parte desses 351 acessos me amaldiçoou, me arriou no voodoo, fez macumba ou algo do gênero. Eu imagino que sim, porque alguns já resumiram esse ódio em forma de comentários no blog. Quero frisar, novamente, que o conteúdo do blog não é para criar raiva ou discórdia e sim risos e debates pacíficos. No entanto, não é isso que estou percebendo, fato que me levou a refletir sobre o “sucesso” do blog. Conforme aumenta os acessos aumenta a crítica e o número de pessoas que não entendem sua essência. Volto a bater nessa tecla. Eu, sinceramente, preferia meia dúzia que entendesse o blog, risse ou discordasse das ideias trazendo conceitos de forma PACÍFICA, do que isso: uma explosão de acessos de gente que lê apenas um texto fala diversas bobagens.

Estou pensando em interromper o blog justamente por ter fracassado no principal intuito da criação do mesmo: fazer as pessoas rirem. Talvez eu esteja provocando mais ódio do que risos e isso não é legal para mim. Aceito críticas ao conteúdo numa boa, mas confesso que me faz mal abrir o e-mail, depois de um dia cansativo, de estress, e ler tanta ofensa pessoal. Tanto xingamento à minha pessoa, sendo que o objetivo era criar humor, não isso.

Infelizmente, as pessoas riem de críticas e se divertem com elas, desde que não as afete. O ser humano adora rir dos outros, mas não admite que os outros dêem risada dele. Ta aí algo que não tenho, sou muito auto-crítico e tiro sarro de mim mesmo sempre.

Uma vez, uma amiga minha que sempre me elogiava, acompanhava o blog e se divertia com ele mudou sua opinião após ler o texto sobre os gordinhos: https://hilariodiario.wordpress.com/2010/02/24/um-voto-a-favor-da-ditadura-da-beleza/#comments

Por se considerar acima do peso, ela me criticou veementemente e de brilhante, gênio, passei a ser preconceituoso, um verme etc. E tenho certeza que a história se repete. Aposto que muitos vegetarianos, por exemplo, que lessem outros textos antes daquele que os critica iriam adorar e se divertir por aqui. Mas é aquela história: rir dos outros é legal, aceitar críticas que te atinjam diretamente é ooooutra história.

É isso. Fiquei feliz com os recentes números de acesso.Muito feliz, também, com os comentários de elogios. Acreditem, cada frasezinha dessa, dizendo que lê, que gosta, me dá muita força para continuar. Faz MUITA diferença.

 

Obrigado a todos, abraços

 

Obs: prometo dar um tempo nas cartas para leitores e escrever o que interessa. Só precisava desabafar mesmo.

Obs 2: não leu o texto sobre o carnaval? Dá uma descida na página e confira

Published in: on março 3, 2011 at 4:07 pm  Comments (2)  

Carnaval: a festa mais inútil do MUNDO!

Carnaval. Êêêê carnaval de merda… Não sei se algum ser humano já inventou uma “festa” pior que essa. Até a festa do tomate, realizada na Espanha se não me engano, deve ser menos pior. Para quem não conhece, é aquele evento onde todo mundo taca tomate na cabeça de todo mundo. Interessantíssimo e produtivo, já que ninguém passa fome no mundo, podemos desperdiçar toneladas de tomates na cabeça dos amigos. Enfim, festas bizarras pelo mundo não faltam, mas o carnaval é o evento mais besta de todos. E vem gente do mundo todo para ver essa bosta, pasmem! Todos já viram na TV ou pessoalmente aquele gringo, branco que nem neve, exclamando no calçadão da praia:

– RUIOUUUU DE JANUEIROUUUU, BEAUTIFULL! MULHEEERES, SAAAAAMBA! BRUAZIL! (isso acontece minutos antes de perder seus pertences. Depois disso o pobre diabo não vê mais nada de beautifull).

Tirando os dias de folga, obviamente, eu não vejo outra utilidade nesse feriado tão aclamado pelo povinho brasileiro. Povinho este que passa fome para comprar, religiosamente, sua fantasia de carnaval. Bonito não? Eu, particularmente, acho patético. Acho patético aquele bando enorme de pessoas andando de um ponto “A” para um ponto “B” com fantasias ridículas que custam, reza a lenda, o olho da cara. Beira ao ridículo ver aquelas mulheres, que mais parecem homens de tão bombadas, vestidas de franga, com pena para tudo que é lado, sassaricando numa avenida como se tivesse pulga no tapa sexo (já que, com exceção das penas, é só isso que elas vestem). Acho irritante ouvir a mesma música de 30 segundos tocada e esgoelada pelos “cantores” por mais de uma hora. Aqueles seres girando o pandeiro na ponta do dedo com um sorriso de orelha a orelha. Enfim, tudo no carnaval, exceto os dias de folga, me irrita profundamente.

No meio desse cenário do inferno, ligamos a TV ou abrimos o jornal e damos de cara com as manchetes dessa raça filha da puta a qual me incluo, os jornalistas:

“Sabrina Sato faz folia na avenida”

“Ciclano é flagrado aos beijos com morena no camarote da putaqueopariu”

“Luma de Oliveira desfila com coleira com o nome de Eike Batista”

“Viviane Araújo faz bronzeamento para arrasar na Sapucaí!”

E por aí vai. Diversas “nótícias” de interesse público em caráter nacional. E quando digo isso, não falo ironicamente. É fato que o povo se interessa mais pelo ex-BBB da edição 55 ficando com a loira X do que com político roubando o dinheiro dele. Isso fica provado nessa festa. Para ela, reúnem-se milhões de pessoas na Bahia, no Rio de Janeiro, São Paulo etc. No entanto, para protestar por algo, realmente importante, por direitos, por prisão de corruptos ou pelo fim do aumento abusivo de preços de serviços públicos não se junta meia dúzia. Triste não? Não! Afinal é carnaval! Eeeeee! Para que pensar? Para que refletir?

Vamos sambar na avenida. Vamos fazer sexo com inúmeras pessoas e aumentar a população brasileira daqui nove meses! Encher este país de bastardos! Sem contar as doenças, vamos transmiti-las! Para que se foder sozinho? Carnaval transborda DSTs, como disse o Felipe Neto no comentário dele, se respirar fundo nesse tipo de festa é AIDS na certa. Vamos nos vestir de mulheres e sair na rua. Engraçadíssimo, mal posso esperar! Vamos correr atrás de um caminhão com um ser “cantando” “músicas” “empolgantes”.

Aliás, essas pseudo-músicas geralmente utilizam letras sem consoantes. O objetivo, imagino, é ser de fácil entendimento ao povo limitado:

– AÊ AÊ AÊ AÊ, EI EI EI EI, O O O O O O O O O OOOOOOOOOOOOOOO!

Uma coisa que eu acho engraçada no carnaval é a apuração dos desfiles. Eu racho o bico!

– BEIJA FLOR DE LINÓPOLIS… NOTAAA… DEEEEEEEEZ

E aquele povão suado pulando, aí mostra o barracão da escola. Apertado, fervendo, uma verdadeira visão do inferno. O mais engraçado é quando vem aquele 9,9 inesperado.

– Unidos do caralho a quatro… notaaaaaaaaaaaaa… nove ponto nooove.

E já vem o chiado e aquele grito típico:

– FILHO DA PUUUUUUUUUUUUUUUTA!

HUAHUAHUAHU! Todo mundo PUTO da cara! No barracão da escola o povão tacando coisa no chão, xingando etc. Como se a culpa da incompetência deles fosse do avaliador. FODA! Do carnaval, a única coisa que vejo é a apuração, porque sempre dou risada.

Enfim, isso é carnaval. E tem gente que vive em função dessa festa amigos. Trabalham o ano todo para esse quatro, cinco dias. Sei lá, eu penso (EU PENSO, minha opinião não é verdade absoluta e sim uma simples opinião) que esse tipo de trabalho não agrega em nada à sociedade. Absolutamente nada. Se todos os carnavalescos ou pessoas que trabalham com isso mudassem de ramo você, que nada tem a ver com o carnaval, morreria? Você passaria fome? Você teria onde morar? Faltaria informação a você? Não né, convenhamos? Pelo contrário, pois provavelmente eles fariam outras coisas mais úteis e o mundo seria um pouco melhor.

Na minha opinião, o trabalho tem que contribuir para a sociedade. Eu me frustro e penso às vezes se minha função tem contribuído para isso de alguma forma. O trabalho deles é proporcionar alegria às pessoas durante cinco dias do ano? Ok, na minha visão, um médico, um dentista, um engenheiro, um professor, um lixeiro, um gari, são BEEEEEEEEEEEEM mais úteis para nossa vida e em 365 dias por ano.

Mas vai de cada um, bom carnaval a quem gosta dessa merda.

Até mais!

Obs: tá nervosinho? Quer ofender o criador do tópico? Antes leia esse post e entenda melhor este blog

https://hilariodiario.wordpress.com/2011/02/14/carta-ao-leitor-pense-e-entenda-o-blog-ou-saia-do-mesmo/#comments

Published in: on fevereiro 16, 2011 at 3:19 pm  Comments (20)  
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