Trânsito: a dose de estress no começo e no fim de cada dia

Muitas coisas do dia a dia são irritantes, mas pouquíssimas superam o trânsito de uma grande cidade. Isso se justifica porque todo ser humano é um filho da puta, uns mais outros menos, mas a ocasião na qual esse fato fica

"Um viva para o caos do trânsito!" By Lucifer

mais claro é quando enfrentamos enormes congestionamentos. No trânsito é cada um por si e o Homem prova por A+B que a individualidade e o egoísmo fazem parte de sua essência podre.

Minha namorada fica impressionada quando está comigo no carro. Eu estrebucho de raiva, lamentação, desânimo, ódio, tristeza, fúria e mágoa a TODO momento. Todos os dias são iguais: gente cortando pra sua faixa do nada, animal não dando seta, lerdeza absoluta, semáforo que não abre e quando abre fica cinco segundos, cretinos cortando a fila pela faixa do lado depois querendo entrar na sua frente, escrotos que não dão uma diminuída MÍNIMA para você poder atravessar a pista para virar em outra rua e tantos outros problemas.

Algo que me irrita muito são aqueles filhos da puta que acham que podem parar em qualquer lugar do mundo, desde que estejam com o pisca alerta ligado. Duas faixas, trocentos carros, e o miserável lá, com o pisca ligado, esperando alguma merda, ou simplesmente querendo foder com o horário dos outros. Ou então parado em fila dupla, com seu pisca alerta imponente e onipotente ligado, dando condição para qualquer afronta à sociedade. Não tem problema nenhum parar por horas ali, é só ligar o pisca alerta! E o bom senso fica aonde? No rabo?

Falando em bom senso, quem me conhece sabe que tenho mania de apelidar coisas banais. Com tanto tempo perdido em trânsito, passei a nomear pontos cruciais de trajetos que costumo fazer. Por exemplo, nos tempos que trabalhava na Av. Paulista, tinha o “Farol da Morte”. Eu sempre era obrigado a enfrentá-lo após o meu antigo emprego. Ele fica na Rua Vergueiro, no trecho em que atravessa a Av. Tancredo Neves. Parece que São Paulo INTEIRA precisa passar por ali. Há diversas outras formas de atravessar porra! Eu era obrigado porque ia de ônibus, mas os infelizes insistiam em super lotar aquele mísero gargalo. Quantas horas perdi no terrível Farol da Morte? Muitas. Só Deus sabe quantas.

Quando mudei de emprego achei que me livraria desse inferno, mas sai de um para cair em outro: a “Ponte das Lamentações”. Esse trecho é para atravessar a Domingos de Moraes, próximo ao shopping Santa Cruz, um semáforo que fica ao lado do colégio Arqui Diocesano. Demora tanto para atravessar o viaduto ali que apelidei de Ponte das Lamentações, justamente por dar tempo de pensar em tudo que você mais lamenta na vida. Dá para pensar nos seus erros, lamentar seus fracassos etc etc. Todos os pecados são perdoados na ponte das lamentações, imagino que lota tanto pelo número de fiéis de todo o mundo buscando a salvação que só ela pode dar.

O trânsito também tem seus estereótipos. O japa da feira em sua Kombi assassina; o mano de carro velho cheio de acessórios e som alto pagando de fodão; o velho com seu veículo antigo andando bem devagar, achando que tem muita vida pela frente para ter pressa; a mãe levando os filhos pentelhos para a escola; a patricinha e o playboyzinho com seus carrões achando que podem tudo no trânsito, assim como podem em casa, etc. As mulheres são as piores. Não podemos generalizar, mas 95% do sexo feminino têm uma dificuldade enorme em dirigir. Eu já identifico quando é mulher pelos erros que costumam cometer. Erro de quem realmente não sabe o que está fazendo. Quando homem faz merda é mais por desleixo, não por não saber.  Como diz meu pai: não tem lugar que mulher leva mais a sério o “primeiro as damas” que no trânsito.

No meio desse cenário, tem o enxame (lá vou eu com minha mania de nomear). As abelhas do trânsito zunindo nos nossos ouvidos, conhecidos também como motoboys. Você para no trânsito e é aquele “biziouuuum”, “bizioummm”. Isso quando não buzinam no seu tímpano, já que alguns além de encherem o saco no corredor passam buzinando, mandando um “estou aqui viu? Cuidado”. Bicho, FODA-SE que você está aí. Odeio motoqueiro. E se não der espaço para passarem o bando vem querer xingar, ofender etc. O RAÇA do CARALHO!

Outra raça filha da puta é a cambada da CET (Companhia de Engarrafamento de Trânsito). Sempre que vejo um caos pior que o habitual eu penso: quer ver que tem alguém da CET “organizando” o trânsito? Dito e feito. Esses filhos da puta sempre que se metem na parada mais FODEM do que ajudam. Não sei se é porque todos têm medo de levar multa e andam devagar quase parando para não infringir nenhuma regrinha, já que esses lixos rezam para que aconteça qualquer deslize. Como deve ser ter como objetivo no trabalho estragar o dia dos outros?
- O que faz da vida?

- Ah eu fodo os outros. Aplico multa adoidado.
Porra que legal, você é um filho da puta de carteira assinada. Parabéns campeão!
Para finalizar, vou citar o que meu primo falou quando comentei da CET. “Porra velho um acidente simples em uma faixa eles vem com a picape e interdita mais 2… ai de 4 faixas sobra 1…

Vou nessa que esse texto já tá gigante.
Trânsito na escala do terror

DEEEEEEEEEEEEEEEEEEZ!

Publicado em: às março 29, 2011 em 12:23 am  Comentários (6)  
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