Caros leitores. Peço licença para sair um pouco do tema do blog e escrever alguns pensamentos meus. Se vão provocar riso, não sei. Mas senti necessidade de compartilhar alguns pontos de vista.
Dia desses, como costumo fazer geralmente, estava filosofando sobre esta puta vida, ou vida de puto, da qual fui premiado pelo ser superior. Cheguei à conclusão que tudo nela ou me irrita ou me alegra. Óóóhhh, grande conclusão vocês devem estar pensando. Mas eu explico. O que quero dizer é que passamos por esses extremos, de felicidade e tristeza, todos os dias de nossas respectivas vidas. Enfrentamos coisas que nos tiram do sério ou nos deixam felizes em um curtíssimo espaço de tempo, a todo tempo. E cada vez mais coisas pequenas, que não nos afetam nem positivamente nem negativamente, vão deixando de existir. Temos então um 8 ou 80 de emoções.
Pessoas costumam dizer que a mudança repentina do tempo, do frio para o calor, do calor para o frio, causa doença. Baixa a defesa do organismo, imunidade, gripe etc. Pois, na minha visão, a mudança repentina de humor, da bonança para a desgraça, causa danos muito piores, pois afeta nosso psicológico. “Mens sana in corpore sano” (mente sã em um corpo são) já dizia o poeta romano Juvenal em sua resposta à pergunta do que deveríamos desejar para nossas vidas. Na minha concepção da frase acima, para ter um corpo são, é preciso ter uma mente sã. Logo, chego à conclusão que a mudança repentina de humor causa bem mais estrago em todos os aspectos da nossa vida que a mudança repentina do tempo.
Com o passar dos anos tenho reparado que mais coisas têm me tirado do sério e menos coisas têm me alegrado. Sendo assim, tendo a teoria explicitada acima sobre a mudança repentina de humor, estou evoluindo. Afinal, deixarei de ter essa montanha russa de emoções e ficarei só no lado da irritação. Evitando o desgaste emocional dessas alterações do humor.
A vida, o ser superior, ou quem quer que seja adora essas mudanças repentinas de sorte. Sabemos que o mundo dá voltas, tanto pelo lado positivo como para o lado negativo. Para algumas pessoas mais para o lado positivo e para outros fudidos mais para o lado negativo. Mas o fato é que somos verdadeiros joguetes, marionetes desta força. E se não damos mais graça a ela somos tirados do cenário. Sendo mais claro: MORREMOS.
Na semana passada, dando um exemplo, estava muito feliz após ver um show da minha banda preferida, ao lado do meu primo que para mim é um irmão, com viagem comprada para Floripa no carnaval, as coisas dando certo no trabalho, com a namorada etc. Do nada, em questão de segundos, tudo desmoronou. Quebraram o vidro do meu carro, roubaram tudo que tinha dentro, tomei um prejuízo enorme, cancelei a viagem, briguei com meu pai, fiquei doente, as coisas do trampo simplesmente não viraram como deveriam e sai, literalmente, do céu para o inferno.
O engraçado, se é que tem alguma graça nessa putaria toda, é que tudo me levou àquele lugar, naquela hora, para ser furtado e começar a desencadear uma série de merdas que me jogaram para o fundo do poço. Como eu disse, uma marionete da força superior:
Dormir com a namorada segunda ou terça? Segunda
Plaza Sul ou Vila Olímpia? Vila Olímpia
Estacionamento ou parar na rua? Na rua
Comer algo e voltar ou ficar e ir ao cinema? Ir ao cinema
Todas as minhas decisões me levaram para aquele local, naquela hora, naquela terça-feira. Senti-me um verdadeiro joguete. Sério, parece que sempre que veio um desses questionamentos acima uma voz na minha cabeça falava o que eu tinha que fazer. Qual decisão tomar.
- Vou parar no estacionamento… (estacionamento? Do shopping Vila Olímpia? Deve ser muito caro, ali na rua tem uma vaga. Nada vai acontecer).
- Vou parar na rua…
Bizaaaaaaaaaaaaaaaaarro!
Sinishhhhhhhtro! Como dizem os amigos cariocas.
Somos todos atores neste teatro. Músicos dessa orquestra, regida minuciosamente por essa força superior. Devemos emocionar, alegrar, marcar. Se não, somos retirados do palco. Eu imagino Deus, ou a divindade que preferirem, não como um ser completamente bom como rezam as religiões. Imagino como um ser bem humorado, sarcástico, irônico, alegre, acima do bem e do mal. Que está lá para nos testar. E como todos nós, desperta de bom humor e de mal humor.
Mas vou parar de filosofar. Imagino que entender demais a força superior pode me tirar do jogo. Acabo perdendo a graça para ela. Então serei apenas mais um boi neste pasto. Sendo marcado pelo ferro quente da vida a todo tempo com a marca “N” de nervosismo, “T” de tristeza, “L” de lamentação, “E” de esperança e “A” de alegria.
Obs: não sei quanto a vocês, mas essa parte do “N” de não sei o que, “L” de blábláblá me lembrou a música da Xuxa, do alfabeto sabe? Mas enfim, deixa como está.