Truques da Internet para perdemos tempo

Internet: um lixão virtual

Internet: um lixão virtual

Não sei se sou cego ou esses negócios de pôr letras para validar um comentário, um recado, ou qualquer coisa foram feitas exclusivamente para nos irritar. Preciso de umas três tentativas no mínimo para acertar esta merda. Vocês com certeza já passaram por isso:

“Fulano, dá uma olhada nesse link, muito engraçado, vc vai curtir: www.seilaoque.com.br

Clica no enviar e aparece: digite a combinação abaixo

“AYB1R”

O pior é que se torna mais comum com o passar dos dias. E eles adoram complicar. É um tal de juntar “A” com “Y”, que junta com a perninha do “N” e no fim você não sabe mais o que está escrito naquilo. Se o “Y” é “V”, se é “O” ou “0” ou “Q”. E quando não sabemos se é duas letras “V” em sequência ou um “W”? Para qualquer coisa que queiramos fazer aparece esse teste de afalbetismo, o qual o autor deste blog, formado em jornalismo, já reprovou diversas vezes.

Deve ser uma conspiração de oftalmologistas com escolas de português, supletivos sei lá o quê. Não importa que você acerte a combinação chave, eles vão te fazer errar. O que nos leva a pensar: “Cristo, será que estou cego? Não é possível! Preciso de óculos…” Ou então: “Maldita reforma gramatical, devem ter trocado o sentido das letras sei lá, preciso fazer um curso, me atualizar”. E eles conseguem arrancar grana, claro. Mas enfim, a pergunta que não quer calar: PARA QUÊ SERVE ESTA MERDA?

A-     Uma ferramenta importante para utilizarmos um computador com segurança, velocidade, livre de spams. Uma benção da internet

B-      Algo criado para testarmos nosso intelecto e ao mesmo tempo treinar para o “Soletrando” do Luciano Huck

C-      Uma puta duma sacanagem criada para nos irritar, tirar do sério e perder tempo

D-     Uma parte essencial da internet, um teste de intelecto, visão e paciência ao mesmo tempo.

Para mim é a letra “C”, óbvio. E para vocês? Não tentem justificar com essa ladainha de “foi feito para evitar spams Raaaafa!! Proteger o site”, uma ova! Sempre tem isso e sempre tem spam! Aí é o velho esquema, você escreve um texto gigantesco, põe para enviar, vem a maldita combinação, você erra e quando tenta de novo apagou seu texto. Você não terá paciência para escrever de novo e pronto. Parabéns, você acaba de jogar no lixo 10 ou 15 minutos da sua vida. Deveriam incluir naquela propaganda de “na sua vida você gasta 125 dias procurando o controle remoto, 4 anos no vaso sanitário etc”, já viram? Colocar um “você perde 78 dias colocando letrinhas para liberar acessos, posts e outras coisas”.

Espera em downloads e os malditos spams…

Outro sugador de tempo são os sites de downloads. Você clica em um link e aparece “20 segundos para o free download… Não fique esperando, assine e faça o download Premium!” Pouts, pode incluir que perderei dois anos da minha vida esperando esses segundos. É que nem droga, a primeira são uns segundinhos, depois é cumulativo, vai para 200 segundos, 400 segundos. E eles têm um problema sério de diferenciar segundos de minutos. Os “segundos” deles demoram minutos para passar. Queremos baixar algo e esse algo vem dividido em várias partes. Preciso explicar mais? Primeira parte 20 segundos de espera, segunda 200… E aí você enche o saco, cancela tudo e já era.

Os spams representam outro terror na internet. E não adianta o bloqueador de spam. Todos os sites têm links interessantes que quando clicados aparecem em formato de spam. Você quer ver, afinal clicou no link para ler sobre aquilo, então desbloqueia e é um festival de spams pipocando. Parece virada do ano em Copacabana. Coisa linda de se ver, brilhando, um show de cores e imagens “clique aqui! Teste sua inteligência! Você acha sua vizinha uma santa? Então a veja no Só Caseiras! Baixe todos as músicas do momento para o seu celular! Você sabe qual o seu Q.I?” Esse do Q.I. eu reprovei. Cliquei no spam (já reprovei aí, porque alguém com Q.I. não clicaria), fiz o teste todo e a resposta é: “quer saber seu resultado? Mande uma mensagem de celular para o número XXXXXXXXXX, mas antes preencha a palavra chave: ‘DFJTW’”. AHHHHHHHHH!!!!!!!!! AAAAAHHHHH!!! AAAAAAAAHHHHHH!!!! (grito retroativo à lá Hermes e Renato).

Há várias formas de perder tempo na internet. Aliás a internet é uma grande perda de tempo. Escrever para este blog é uma perda de tempo terrível! Pelo menos me livrei do Twitter. Já estou viciado demais em Orkut, jogos, sites e derivados para incluir mais esse artifício, portanto nem comecei. Graças a Deus!

 

obs: para quem não entendeu o “grito retroativo”, veja no final desse vídeo do Hermes e Renato.

http://www.youtube.com/watch?v=mjZqieg7OjM

Publicado em: on Outubro 24, 2009 at 12:14 am Comentários (9)

A verdadeira minoria da sociedade

Ah se um caucasiano faz uma brincadeirinha inocente dessas. "Não vote em preto"

Ah se um caucasiano faz uma brincadeirinha inocente dessas. "Não vote em preto"

Durante nossas vidas, sempre ouvimos discursos inflamados sobre a dificuldade das minorias neste País. O preconceito sofrido pelos negros, a terrível luta pela valorização da raça etc. Ou então as mulheres revoltadas por não terem o mesmo salário dos homens, por apanharem, por acumularem tarefas como cuidar da casa, dos filhos, trabalho etc. Os idosos! Ah os idosos, como reclamam! “Ninguém valoriza o idoso neste País! A experiência, blá blá bla” com aquela voz de seu Bernabé, típica de idoso.
Considerando isso, me vejo no direito de fazer uma constatação: é duro ser um homem branco, de origem caucasiana, jovem, saudável e de boa família neste País! Sim, a classe mais desvalorizada do MUNDO é a citada acima, a qual eu me incluo. Simplesmente porque somos vistos como os mais beneficiados da humanidade. Por acharem que não sofremos com o preconceito, não temos obstáculos impostos pela sociedade, ou dificuldades físicas etc etc etc. Na minha concepção, só de pensarem assim já caracteriza um preconceito.

A “classe A” da humanidade (homem, jovem, branco, caucasiano) não apita NADA por aqui! As “minorias”, com seus discursos de eternas vítimas, chupinham a gente até dizer chega. É lei favorecendo isso, favorecendo aquilo, tudo buscando uma suposta “igualdade” que acaba desequilibrando os direitos. Afinal, somos ou não somos todos iguais perante a lei?

Comecei a perceber isso quando meu pai justificou que quebrava cadeiras ou pratos em discussões com minha mãe porque objetos não têm sindicato (por enquanto). E é exatamente isso. Meu pai é da classe dos supostos “superiores” da sociedade. Se ele desse um pé na minha mãe o que aconteceria? Era delegacia da mulher e o escambal batendo na porta. E se fosse o contrário? Minha mãe socando ele? Quem defenderia? O sindicato dos homens brancos? Hoje meu pai está feliz com o estatuto do idoso debaixo do braço.

É tanta imposição que não podemos nem nos orgulhar de ser como somos. Um negro com uma camisa 100% negro é bonito. “Ele tem orgulho da raça, das lutas enfrentadas pela etnia negra!” Concordo, acho bonito isso. Agora, e o caucasiano pode se orgulhar de ser assim? Jamais! Eu sou um miserável, cretino, leitoso que tenho que ficar na minha, quietinho. Uma camiseta 100% branco e seria espancado na rua. E sem direito a estatuto para recorrer!! Tenho vários amigos negros gente finíssimas e não posso se quer chamar um, carinhosamente, de crioulo safado que sou indiciado por racismo! E se eles quiserem podem me xingar tranquilamente! “Branco sem vergonha! Seu branquelo maldito” e quem ouve dá risada!

Não sei se vocês sabem, mas o Netinho, aquele do Negretude, Negritude sei lá, montou uma emissora de TV que só contratava negros! Putaqueopariu, se eu monto uma rede de comunicação e digo “aqui só entra branco” eu estou é fudido! Ou não? Ou não virá televisão, rádio, jornal, juizado, sindicato, poder legislativo e o escambal me foder?

Tenho que ficar na miúda. Se eu xingar um velho é estatuto do idoso, alguém de etnia diferente é racismo, uma criança pé no saco chorando no ônibus é ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Se meter pau em bandido vem o pessoal dos direito humanos me encher o saco! Seguro de automóvel é mais caro para a classe dos jovens e homens (nessa as outras raças estão comigo, se fodem junto). Qualquer tipo de fila também. É preferência pra idoso, para mulher gestante, para obeso, para deficiente, para criança, para tudo! Nem lembro a última vez que pude sentar num banco de transporte público. Eu sentado em um ônibus é uma afronta para a sociedade! Mesmo que tenha lugar sobrando!!!

A verdade é que criaram tantas chorumelas visando a igualdade que acabou ficando desigual para a classe dita favorecida. Criaram uma nova minoria: a de quem não pertence a nenhuma ‘minoria”. E as cotas de vestibas então? Que agora por ser branco de uma classe boa você tem que tirar notas bem maiores para passar? Com certeza é mais fácil implantar isso do que valorizar e incentivar o ensino público concorda? Ou dar oportunidade de crescimento ao jovem de classe pobre, acordos com faculdades públicas para abater a mensalidade deles etc. É mais fácil pôr no c… da dita “maioria” e aí dela se reclamar. Afinal, ninguém quer ouvir, pela milésima vez, todo o discurso de como meus antepassados foram filhos da puta e agora eu tenho que pagar pelos erros deles.

Isso é para entenderem que não tem classe favorecida ou desfavorecida, todo mundo se ferra de alguma forma. E só não mando todo mundo à merda porque sei que tem japa, tem negro, tem mulher e tem idoso lendo isso aqui!

E tenho dito! 

Para não dizer que não falei das flores…

No texto original esqueci de falar de uma classe que vem conquistando direitos especiais atrás de direitos especiais: a dos homossexuais. Foi-se o tempo em que eu podia chegar para um brother e zuar:

- Huuuuuuuuummmmm meninaaaaaaaa! Mas é uma bichona mesmo!

Fudeu. Já vem alguma  bicha pessoa da classe proteger os direitos do meu amigo. “Se ele é gay deixa ser tá? Vamos A-GO-RA para a delegacia resolver isso!” Bicha, homossexual, gay, viado, simpatizante não quer dizer tudo a mesma coisa? Gente que gosta do mesmo sexo? Então porque tanta revolta em discrepância de termos? Deus salve os sinônimos! A diversidade do vocabulário MENINA!

Se bem que, pensando bem, o jeito mais rápido de conseguir apoio em um estatuto, sendo branco, homem, jovem de boa classe social seria virar gay não?

Huuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!!! 

Estatutos na escala do terror

É nota DEZ! Mexe com tudo, psicológico por ter que ficar me policiando para fazer qualquer coisa. Mental porque dá uma dor de cabeça fudida encarar um processo. E físico porque haja trabalho para pagar tanta imposição da sociedade.

obs: isso aqui é uma brincadeira hein? Sem revoltas e discursos daqueles. Ou processo no estatuto de sei lá quem.

Publicado em: on Outubro 9, 2009 at 4:31 pm Comentários (6)

Pastando com as “vaquinhas”

E o dinheiro voa com as "vaquinhas"

E o dinheiro voa com as "vaquinhas"

“Queridos, essa semana temos dois aniversários, estou recolhendo R$20,00 de cada um para comprar os presentes.”

Nada melhor do que começar o dia com uma mensagem dessas concorda? Eu tive essa sorte nesta terça-feira. Afinal, a confraternização de aniversários com o pessoal do trabalho é um dos momentos mais inesquecíveis de nossas respectivas vidas. Aliás, o que não falta é invenção de coisas para pegar nosso suado dinheiro. Toda a semana sou “assaltado” por algum tipo de “vaquinha”.

Os motivos variam de importantes a banais: aniversário, casamentos, nascimento de filho, despedida de fulano, de ciclano, aniversário da avó, churrasco de confraternização, morte de parente etc. Afinal, qualquer dia é dia, qualquer ocasião é ocasião e qualquer hora é hora para perdermos dinheiro em nome da política da boa vizinhança.

Dá para escapar da vaquinha?

Eu já perdi a conta de quantas vezes e quanto dinheiro eu já perdi nessa brincadeira (de extremo mau gosto). Numa época, trabalhei em uma empresa que a cada semana tinha despedida de alguém e grana para comprar algo para a pessoa. Fiquei oito meses dando presente de aniversário para todo mundo. Entrei um mês depois do meu aniversário e dois meses antes dele chegar eu sai da empresa. Depois de tudo, fiquei sem meu presente de aniversário de lá. Não quero nem contabilizar o preju.

Numa dessas, uma cretina lá iria casar. Para variar, todo mundo fugindo de dar a grana e a pessoa responsável por recolher (geralmente a mais chata do ambiente) em cima, na marcação.

- Rafael, você já deu o dinheiro do casamento?

- Ér… não…

- E então? Tem que dar até hoje para comprarmos o presente

Me senti como se estivesse sendo intimado a pagar uma dívida. Dei o dinheiro, meio que segurando a nota. Nesse momento, reparei a expressão de alívio de alguns amigos que não tinham dado a grana e achavam que iriam escapar.

- Espera aê, tem muita gente que ainda não deu! Júnior, Ronaldo, Alex… Eu não vou me fuder nessa sozinho não!

Confesso que fui pau no cu para caramba, mas não me ferraria sozinho! Jamais! Ainda mais quando o assunto é grana. No entanto, mesmo que eu não tivesse falado, eles não escapariam. A “vaquinha” é algo que não dá para fugir. Nem McGayver ou Chuck Norris não pagam e saem ilesos. Eu já me rendi a essa força superior, passei a incluí-la na minha lista de despesas mensais:

- 80 reais do clube, 50 do celular, 30 das vaquinhas…

Acesso de raiva

Quando vem aquela pergunta: “Rafa você vai participar da vaquinha da fulana? É pro chá de bebê da criança dela.” Dá vontade de dizer:

- Não caralho! Que se foda ela e o bebê dela. Não se cuidou, embuchou e o palhaço aqui tem que pagar a conta? Não vou participar dessa merda e quando eu for sair ou fazer aniversário ou casar não façam nada para mim. Que porra bicho, vê se me erram!!! Esqueçam-me!

Ou então:

- Por que a pergunta? Eu tenho escolha por acaso? Posso dizer que não e sairei sem ser taxado e rotulado de tudo que é pior e desprezível na face da Terra?

Não tem jeito. Explodindo ou sendo educado, recusar sua participação em algo assim é assinar atestado de filho da puta na empresa.

- Nossa nem para participar da “vaquinha” gente…

- Está louco, esse aí é um anti-social pão duro. Não dá para contar com ele!

Qualquer imbecil sabe que essas confraternizações só dão prejuízo. No caso dos casamentos, geralmente morre 20 pau, ou mais, e não somos convidados em 90% dos casos. Agora por que tenho que dar grana para o casamento de alguém que mal conheço e que sequer fui convidado à festança?

Pior que aparece lá na lista quanto cada um deu, ou seja, discrição zero! Além de saberem quanto você deu, e fofocarem que você é pão duro, aparece em letras vermelhas: “Fulano de tal NÃO quis colaborar”. Parabéns, esta na lista negra para sempre. Já pensei em forjar meu casamento e fugir do País. Não é uma má idéia.

Contabilizando o prejuízo

Nos aniversários, geralmente você dá 10 reais. A conta é simples:

São mais de 20 aniversários por ano no mínimo = 200 conto

Você faz aniversário uma vez por ano = presente de 20 pau

200 – 20 = 180 pau de despesa SÓ EM ANIVERSÁRIOS!! Não quero nem imaginar em casamentos, despedidas etc.

O que eu não entendo é como eu recebo uma camiseta de 20 reais no meu aniversário se cada um da empresa deu 10 reais pro presente. Caralho, dá para juntar 200 pau e só recebo 20? Onde foram parar os outros 180 conto?? Não venham me dizer que duas garrafas de Coca e um bolinho custaram isso! Desconfio da existência da máfia das “vaquinhas”, só pode ser. Devem movimentar uma grana violenta com esse absurdo! Por isso eles arrumam qualquer desculpa para fazer essa merda, para completarem a receita do mês com o caixa dois!!!

Eu exijo a CPI das “vaquinhas” JÁ!!!!!

Se bem que essa CPI acabaria em pizza né? E essa pizza com certeza seria paga com outra “vaquinha”. Mais 10 pau morrendo. Deixa assim mesmo.

“Vaquinha na escala do terror”

Sinceramente, começar o dia perdendo 20 mango é maldade demais. A “vaquinha” mexe com o mental e o psicológico, já que tirou sua preciosa grana. E por que não o físico? Já que você trabalhou pelo dinheiro e o perdeu? Nota 9,5 para essa merda!

Obs: tem gente que ainda não aprendeu a comentar. Aqui embaixo está escrito (X comentários). Clique no link, desça até a caixa branca e escreva o seu. Não há casos registrados de morte por comentarem em um texto.

Publicado em: on Agosto 18, 2009 at 8:19 pm Comentários (7)

As lições e traumas que tive com meu pai

Domingo teve dia dos pais e me peguei pensando sobre os ensinamentos que tive com o meu. Cheguei à conclusão que muito do que sou hoje devo ao meu velho. O sarcasmo, ironias, a genialidade, as sacadas, a capacidade de escrever, música, miopia, roubar nos jogos etc. A maioria foi passada com a convivência em todos esses anos. E com traumas também, como vocês leram no texto anterior, quando o mesmo tacou limão no meu olho com terçol. Diversos outros episódios aconteceram nesses anos.

Meu pai sustentou a minha casa (e ajuda nisso por livre e espontânea pressão judicial até hoje) e sustentou também uma mulher fora do casamento. Não era amante não. Seu nome era Heloísa, a terapeuta dele. São mais de 35 anos de terapia e minha mãe sempre afirmava que era dinheiro jogado fora, já que ele sempre foi o mesmo animal Homer Simpson de sempre. Um dia ela fez terapia também e passou a compreender:

 - Eu achava que não tinha dado resultado. Hoje vejo que deu sim e imagino como ele seria se não tivesse feito.

 Algo a se pensar. Como seria meu pai sem a terapia? Talvez mais genial, talvez mais louco… Não sei, sei que não é fácil ter um pai perturbado. Mas não é de todo mal.

 Aprendendo a lição da coragem

Morávamos em uma rua que tinha feira todas as terças. Uma vez, estava brincando com minha irmã no quarto. De repente, vimos um rato sair de baixo da cama para a cozinha. Eu e ela subimos no beliche e ficamos gritando lá, chamando por ele, já que minha mãe estava no banho. O diálogo foi simples:

 - Que foi?

- Pai, saiu um rato enorme dali, foi pra cozinha!!!

- Muito grande?

- Aham, desse tamanho – disse, indicando com as duas mãos. Imagino que tinha quase 20 centímetros.

- Caramba tudo isso? Dá um espaço aí então.

 Ele simplesmente subiu no beliche e ficou gritando junto com a gente!

 - Mãe!!!!

- Roooooose!!!!

- Mããããe!!!!

- Roooooooose!!!

 Minha mãe teve que expulsar o animal (o rato) da casa. Enquanto o outro animal (meu pai) fechava as portas para o roedor não voltar enquanto ela corria atrás dele com a vassoura. Uma bela demonstração que devemos ter coragem! Encarar os medos! Afinal, sou um homem, não um rato! Né pai?

 Aprendendo que o importante é competir

 Meu pai nunca soube perder. Rouba até em par ou impar e, com certeza, a influência dele foi determinante para minhas trapaças em jogos. Até porque, para vencê-lo, tinha que trapacear também, se não era impossível. Agora imaginem crescer com isso? Tendo que roubar porque o pai não deixava a criança ganhar? Tem um vídeo que estamos brincando de lutinha e ele dá uma demonstração de esportividade e caráter admirável ao filho. Minha mãe filmando, anunciou o começo da luta. Fui para cima dele quando ele me interrompeu:

 - Espera aí! E o cumprimento antes da lutinha?

Estendi a mão para ele. Meu pai a pegou, deu um golpe e me derrubou com tudo no chão. Eu, é claro, comecei a chorar enquanto ele ria que se mijava (a lá Raimundos). Minha mãe ficou puta tentando convencê-lo a me deixar ganhar. E a pergunta amigos: como eu venci a lutinha? O que tive de fazer para ele deixar eu vencer? O mesmo truque dele! Tive que trapacear, falar para cumprimentá-lo, puxar a mão dele e derrubar. Inconscientemente qual a lição que a criança aqui aprendeu? “Trapaceie e irá vencer qualquer desafio.”

Nossas lutinhas continuaram por muitos anos, sempre com o mesmo final: eu chorando após um soco na barriga, ele dizendo que não deu com força e minha mãe berrando. Ele também brincava de “Elastikon” comigo. Era um carro que poderia passar por qualquer obstáculo, segundo a propaganda. E no vídeo o carrinho transpondo pedras e outros objetos. A brincadeira era simples. Ambos deitados, ele o elastikon, eu os obstáculos.

No futebol não era diferente. Jogávamos na praia a pelada chamada “golzinho fechado”, onde o gol tem, no máximo, cinco passos de largura e não tem goleiro. Uns três ou quatro de cada lado. O problema é que meu pai nunca saía de dentro do golzinho e ele ocupava todo o local, sendo praticamente impossível marcar um tento. As raras vezes que a bola conseguia entrar ele dizia que foi por cima da trave e não valia. E quando chegávamos perto ele batia. E não pensem que ele aliviava para a minha irmã não. Uma vez ele deu um chute na canela dela que deve estar roxo até hoje. Agora vocês sabem porque roubo tanto em qualquer jogo.

Aprendendo a respeitar as autoridades

 

Poucas coisas meu pai odeia tanto quanto policiais. Segundo ele, não servem para merda nenhuma, a não ser ganhar dinheiro para nos reprimir, enquanto a ROTA convive pacificamente na mesma esquina da Cracolândia. Numa dessas, estávamos indo ao clube nadar quando ele viu uma policial olhar para o nosso carro e anotar a placa. Ele parou o carro furioso e foi falar várias para a mulher porque ela escreveu a numeração da placa em uma das mãos:

 

- Escuta aqui menina, eu pago imposto para você trabalhar, nunca atrasei pagamento algum! Se é para ser multado exijo pelo menos um papel!!!

 

- Menina não meu senhor, autoridade.

 

Nem preciso dizer que, a partir daquele momento, fudeu de vez. Uma minazinha arrogante de um metro e meio exigindo que meu pai a chamasse de autoridade. Ele passou a tarde falando um monte para aquele ser. O tenente, sei lá o que, queria levá-lo para a delegacia por desrespeito, mas desistiu, coincidentemente no momento que soube que ele é jornalista. Ele estava até sem o documento do carro e mandando todo mundo à merda. Eu tive que correr até em casa, pegar o documento e voltar enquanto ele discutia. Resumindo, perdi o clube, mas deu para dar risada.

 

Outro exemplo de respeito aconteceu anos depois. Estava perto de fazer o teste de carteira de motorista. Estávamos indo para o trabalho dele quando, no caminho, tinha uns cones, idêntico ao teste de motorista. Ele parou do lado e falou:

 

- Olha só Ra, lá você terá que fazer assim.

 

E estacionou entre os cones, explicando direitinho como fazer. Nisso parou um carro do lado e o cara puto dizendo que estavam fazendo teste de motorista naquele momento e ele estacionado no local da baliza. Meu pai pediu desculpas, explicou que estava me mostrando e não sabia do teste. O cara puto falando para ele sair de lá já, que era autoridade blábláblá. Falou a palavra mágica: autoridade. Meu pai saiu do local sim, mas derrubando todos os cones do teste. Atropelou cada um e, quando chegamos no trabalho dele vimos que tinha um cone embaixo do carro. Além de destruir o local do teste, acabamos “roubando” um cone. Mais um exemplo de disciplina e tranquilidade.

Psicologia de papai

 Eu e minha irmã brincávamos muito e brigávamos de forma proporcional. Quando minha mãe enchia de repreender, bater e separar ela ameaçava: vou contar para o seu pai hein? Era o último recurso dela. Eu e a Giulia (irmã) entendíamos o recado e geralmente parávamos. Ninguém quer ser submetido ao julgamento de um louco. Numa dessas, ele estava em casa, eu e ela se batendo na cama e minha mãe:

 - Arnaldo faça alguma coisa, eu não agüento mais esses dois, acaba com isso!

Ele foi até o quarto, olhou para a gente e disse: “MATEM-SE!” Fechou a porta e foi para o quarto dele dormir. Pode parecer loucura, mas funcionou. Eu olhei para a minha irmã com expressão de descrença, ela também e paramos de brigar.

Bom, essa é minha homenagem a você pai. Louco, mas genial. Valeu por tudo! Feliz dia dos Pais!! Amo você!

Publicado em: on Agosto 11, 2009 at 9:11 pm Comentários (9)

Aprenda como corroer seus olhos

Tinha acabado de marcar meu horário no oftalmologista quando me lembrei de fatos bizarros que aconteceram com meus olhos. Há uma semana tenho percebido que a visão de longe anda meio embaçada. Depois, percebi que meu olho direito enxerga melhor que o olho esquerdo. E fui buscar as respostas para isso no fundo das minhas memória, de anos atrás, em um período de férias na minha casa de praia em Long Beach (vulgo Praia Grande, São Paulo).

Era um dia nublado. Lembro que estava com uma conjuntivite fudida. Ou meu olho estava apenas vermelho, não sei, mas estava feio o negócio. Uma velha senhora, gente boa até, mas velha, veio querer exercer seu papel de anciã na sociedade. Ao perceber que estava com o olho (esquerdo) fudido, veio com aquele papinho costumeiro de seres dessa idade:

- Tadinho! Esse olho não pode ficar assim não meu filho. Entra que eu tenho um colírio pau para toda obra, vai deixar seu olho bom em um instante!

Entrei na casa da idosa de bom coração. Meu olho (esquerdo, bom ressaltar) estava deprimente mesmo. Meio fechado, lacrimejando, podre. É uma merda não estar 100% bem, sem dor, sem nada de errado. Só damos valor a estarmos perfeitamente bem no momento que estamos podres. “Ah como era bom não sentir dor nenhuma, estar totalmente legal…” Acreditem: não sentir nada de errado já é algo a se agradecer e comemorar.

A velha pediu para eu sentar enquanto ela procurava o remédio na caixa. Achou e pingou umas gotas no meu olho.

- Vamos pingar mais, quanto mais melhor, quanto mais melhor!

Lembro bem daquele momento na cozinha da senhora Mafalda. Amada por todos da rua, inclusive por mim. No entanto, naquele dia eu a odiei. Ela praticamente virou o vidro da bagaça no meu olho e acho que me faria muito bem…….. caso fosse um colírio mesmo.

- Nossa, meu olho está ardendo… Caramba…

- Ai meu bem não é colírio! É Novalgina!

A velha do caralho tacou um vidro de Novalgina no meu olho. O treco mais parecia ácido sulfúrico! E ela dizendo:

- Ai Jesus, me desculpa! Molha bem, molha bem!

E eu com a cabeça embaixo da torneira da cozinha da velha, esfregando com a mão.. Muitas vezes na vida me questionei: o que estou fazendo aqui?  Essa foi uma delas. Já estava fudido com o olho daquele jeito, imagina com Novalgina nele? Depois ela tacou colírio, de verdade, e parece que os dois se estranharam. A mistura não reagiu bem e criou um ácido que deve ter corroído minha retina. Se quiser derreter algo, pingue uma gota da solução Novalgina + Colírio, criação de dona Mafalda. Corrói até ácido, até adamantium do Wolverine vai pro saco com isso. Imaginem meu olho?

Remedinho natural

Na mesma casa de praia, em uma época diferente, estava com terçol. Não me lembro bem em qual olho, mas imagino que seja no esquerdo também. Meu pai adora uma doença para cuidar. Não sei se gastou mais com livros ou com remédios, mas não perdeu a oportunidade de jogar umas coisas no meu olho.

Estávamos num restaurante lá perto da casa, comendo um peixinho frito, de boa. Em um determinado momento, meu olho esquerdo deu azar de novo. Aconteceu no meio de uma conversa sobre o Santos F.C.:

- É esse ano, com a vinda desses reforços aí, acho que podemos melhorar né pai?

- Aham, quer limão?

Ele espremeu o limão no peixe e, juro para vocês, o jato do líquido do limão voou direto no meu olho com terçol. São 24 anos comendo peixe com limão, isso nunca aconteceu uma segunda vez. Apenas no dia que estava com um terçol comendo meu olho. É ou não é putaria do destino? Não sei qual foi pior, aquela merda no meu olho já ferrado ou meu pai dizendo que faria bem na cura do terçol.

- Putaqueopariu pai! Bem no olho do terçol! Queria limão no peixe não olho bicho!

- Ah mas fará bem, limão é ácido, vai ajudar seu olho.

E ajudou sim. O ácido do limão ajudou a corroer mais meu olho esquerdo. Lembrando desses fatos hoje sei porque meu olho direito enxerga melhor. Com certeza esses fatores, e outros que possam ter ocorrido, contribuíram para a precariedade da minha vista esquerda. Perguntarei hoje ao médico…

Após a visita ao médico…

Acho que a japa do consultório confundiu o dilatador de pupila com Novalgina. Huahahaha putaqueopariu ardeu pra caralho! E depois de uns cinco minutos ela voltou dizendo que tinha que pingar de novo. Perae, isso é um procedimento normal? Ou ela viu que confundiu com Novalgina e voltou com o dilatador certo depois de cinco minutos?

Como suspeitei, meu olho esquerdo está uma merda. Tenho que fazer um exame chamado “Orbscan”. O médico suspeita de astigmatismo irregular. Veremos o que me aguarda.

Publicado em: on Agosto 4, 2009 at 7:09 pm Comentários (9)

Balada ou batalha? Eis a questão

O campo de batalha no ardor do combate

O campo de batalha no ardor do combate

Uma das manifestações do inferno na Terra é a balada. Quem me conhece sabe o quanto eu odeio esse tipo de lugar. Quem me convidou para ir tem noção que é preciso paciência e persistência até meu estoque de desculpas acabar e eu ceder. E faz uns três anos que o meu estoque de desculpas não acaba.

O problema não é pessoal. Quem chama é amigo tals, pessoas que eu gosto. Mas quando eu ouço que é balada eu desanimo. Não tem como. Eu não curto ficar em um lugar que não dê para conversar e a balada é assim. Você sai com um amigo que não vê há anos e quando chega lá nem conversa direito porque ninguém aguenta ficar gritando uma noite inteira e, provavelmente, ele estará ocupado com alguma coisa, como os deveres cívicos de um homem na balada.

A balada: da antiguidade aos dias atuais

O Homem não mudou muito da antiguidade para os tempos atuais. Antigamente havia as caçadas, guerras, bebidas etc. Na balada, o Homem volta ao seu estado animal, bárbaro, ignorante. Há as mesmas brigas, bebedeira, caçadas (de mulheres), competições etc. Lendo livros que contam a história inglesa e britânica, percebo que a balada em si mudou pouco daquele tempo para cá. As músicas eram outras, claro, mas tinha a mesma coisa: bebida, mulheres semi-nuas, homens em busca de fama e reconhecimento, entre outras coisas.

Das poucas vezes que fui a uma balada, na época que eu ia, sempre ouvi a indagação: “e aí? Pegou quantas?” Caralho porque a preocupação com quantas eu “peguei”? A explicação é simples: eles querem saber se você bateu o estimado. Business is business e vice-versa. Se a mercadoria chegou ao porto, foi desembarcada, estocada, desembalada, consumida e descartada. Depende da balada, o número pode ser maior ou menor. Então, se você está lá e não atingiu o número X, ou zerou, é visto como um looser. Um cara de pouco respeito, de baixa patente no seu exército.

Você é um soldado com a responsa de “pegar” um número X de garotas para o bem do reino. Defender o exército amigo em caso de guerra (pancadaria na balada), quebrar a parede de escudos adversária, ferir e sobreviver. Se os homens permaneceram iguais, as mulheres também. Antigamente elas admiravam os guerreiros com armaduras valiosas, ouro, espadas, cavalo bonito etc. As de hoje admiram um cara com uma roupa a pampa, um Dolce & Gabanna, correntes massas e carrão. Não mudou quem dança, só o ritmo da música! Os campos de batalha tinham tripas e mortos pelo chão. As baladas têm vômito e bêbados pelo chão.

Batalha da morte

As oportunidades que eu fui, é claro, não foram as melhores. Uma delas mudou A MINHA VIDA (estilo propaganda de coisas fúteis). Uma vez fui com meu primo e um amigo dele. Faz tempo isso. Eu na casa do meu primo, preparando-me para a guerra, quando o companheiro de batalha entra no MSN dele e dá as condições do combate:

- E aí? Tão prontos?

- Aham, onde vai ser?

- Relaxa, lá vocês vêem, vão curtir a parada. (Nesse momento estremeci. Com tantos anos me fudendo, passei a antecipar as merdas antes delas acontecerem, mas não a tempo suficiente de me livrar delas)

- Que música toca lá?

-Relaaaaaxa mano, cês vão curtir o rolê!

Quando eu vi o “elmo” do combatente percebi a roubada que estava me metendo. O maluco estava de touquinha! Que tipo de pessoa vai de touca a uma balada? Que tipo de balada exigiria uma touca? As perguntas não paravam de surgir. Logo percebi que minha vestimenta não era apropriada para o tipo de monstros que encontraria naquela noite. E não foi. Fui humilhado na batalha de Trash 80´s, algo assim. Se você conhece o local, meus pêsames. A música que íamos curtir “pra caramba” era Bozo, Xuxa, Balão Mágico, Eliana, Atchim e Espirro e outros seres do inferno. As criaturas que enfrentamos variavam entre dragões, demônios, orcs, goblins, lêmures etc.

Eu, graças a Deus, zerei! Com orgulho! O amigo guerreiro nos salvou e fomos embora. Meu primo não sabe até hoje se estava muito louco ou se três lápis coloridos, do tamanho de homens, atravessaram a rua em frente ao local. E eu ainda lembro da derrota. Das músicas tocadas, do ambiente. Ainda tenho pesadelos com isso. As imagens ganham um tom azulado, a música do Bozo fica em slowmotion, e o palhaço demoníaco com a voz aterrorizante: (leia em slowmotion)

- ALÔOOOOUUU CRIAUNÇUAAADA OU BUOOOZO CHEGUOUUUUU! TRUAZUENDO A MUOOOORTE TRUCIDUANDUO O VUOVÔ! HUUUAAAAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!!!!!!!

E eu gritando em slowmotion também:

-DE NUOOOVO NUAAAAAAAAAOOOUUUUUU!!!!!!!!!!

A balada na escala do terror

Os exemplos que dei mostram que a balada afeta os três estados: físico, psicológico e mental. Físico por ficar em um lugar que não consegue nem se mexer, espremendo-se em corpos, sendo empurrado, sem lugar para sentar, com cheiro de cigarro por todos os cantos etc. Mental pela responsa de ter que “pegar” alguém e levar botas. O psicológico, por sua vez, pode traumatizar, como aconteceu comigo. Portanto, vai um 9,7 para a balada. Quem gosta de baladas sinta-se livre para defendê-la nos comentários.

Publicado em: on Julho 28, 2009 at 4:33 pm Comentários (14)

Viver é uma humilhação!

É, tudo termina como começou. Carrinho, babá, papinha e fralda

É, tudo termina como começou. Carrinho, babá, papinha e fralda

A vida, definitivamente, é uma merda. Se você acha a vida boa, legal, divertida, pode parar por aqui, porque, provavelmente, sairá convencido de que a vida realmente é uma merda. Não para todos, é verdade, mas para a grande maioria sim. A não ser que você seja filho de um cantor de sucesso, de ator de Hollywood, de político etc. Como não temos tantos sortudos, defino que a vida é uma merda para a grande maioria.

Se fossemos traçar um gráfico da vida, começaria alto, sendo boa, e cairia com o decorrer dos anos. Quando se é bebê é legal até. Só comer, dormir e brincar. Com alguns anos de idade melhor ainda. Depois começa a escola e vem as primeiras responsabilidades. Já precisa se preocupar com nota, com professores, com colegas de sala… Sim, porque o ser humano prova que é um lixo logo cedo. Basta ser um pouquinho mais forte que os outros que já quer mandar, bater, roubar etc. O tempo passa e as coisas só pioram. Aí é preocupação com o que pensam de você, se a menininha (o) está a fim, o tormento do vestibular, seu pai enchendo o saco que você não trabalha e por aí vai…

A fase adulta

Essa, meus amigos, foi a parte boa da vida! A merda mesmo começa quando acaba o colegial. Aí fodeu, terá que pagar com juros e correção a fase “boa”. Quanto mais responsabilidades você tem pior. E as responsabilidades crescem de maneira proporcional à sua idade. A preocupação com a menininha (o) passa a ser com emprego, com sair da casa dos pais, com agüentar o pé no saco do chefe, salário baixo, cansaço, dívidas, engolir inúmeros sapos da sociedade, humilhações e muitas outras coisas. A diversão passa a se resumir a um ou dois dias por semana (e olhe lá). As férias, que antes eram de 30 dias em julho e DOIS MESES no final do ano passam a ser duas semanas (e olhe lá de novo). E então começa a penitência. Mais responsabilidades, mais desânimo, mais cobranças. Mulher, filhos, sustentar a casa, deixar algo de bom para a família quando morrer etc.

A “melhor idade” (HUAUHAUHAHUAAUHAHUAUH)

Essa, meus caros, foi a fase “média” da vida. Agora vem o lixo: a velhice. Muitos podem me achar cruel ao ler isso, mas para mim não há nada mais deprimente do que ser velho. Fico com pena vendo aqueles senhorzinhos e senhorazinhas se deteriorando, decompondo vivos, se arrastando pelo metrô, ônibus e ruas…

“Ah Rafael mas eles têm experiência e blábláblá” e daí? Prefere experiência ou tudo?  Ser velho deve ser  horrível, patético! Cito agora o mestre tio Cacá, que muito me ensinou em meus períodos de férias na casa dele. Nunca me esqueço quando ele disse:

“Acho a vida injusta. Depois de tudo que passamos, todo o sofrimento, o cara envelhece, aí fica broxa, tem um AVC (Acidente Vascular Cerebral), fica com seqüelas, perde movimentos em regiões, com a boca torta, artrose, se caga todo, sem dinheiro, a família quer se livrar logo, não consegue fazer mais nada, qualquer coisa fica doente e, o pior, passa a depender dos outros para TUDO”

Olha que MERDA bicho! Depois de tudo que vivemos em vez de descanso e tranqüilidade temos isso que meu tio falou! Para completar, só falta usar um fraldão geriátrico. Huahahah putaqueopariu só o nome já é engraçado. O fraldão geriátrico é o fatality, a humilhação overpower da vida! A real é que o velho volta a ser criança, depender dos outros, papinha, FRALDÃO, cuidados… Porém, em vez de bonitinho guti guti é um idoso definhando.

Isso é comum, ah não ser, é claro, que você seja rico quando nasceu. Ou que você venha a nascer com o cu virado para a lua. Ganhe na loto, ou seja um africano adotado pela Angelina Jolie ou pela Madonna etc. Imagina a cena: Você está lá, quase morrendo de fome, fugindo da guerra e violência, de repente aparece a Madona!! Ou melhor, a Angelina Jolie! Ou ainda melhor, o BRAD PITT! De bilhões de miseráveis no mundo a celebridade foi até lá e pegou VOCÊ. É mais difícil que ganhar na Mega Sena!! Em vez de venderem bilhetes de lotérica devem fazer bingo para sortear quem fica perto das celebridades em dia de visita. Penso em ir para a África esperar alguém me adotar. Magrelo eu já sou, posso dizer que tive vitiligo como o Michael e terão mais um motivo para me adotar. Quem sabe…

Estava no ônibus dia desses e ouvi uma senhora falando com a outra. “Ninguém aguenta mais ela. Fede, faz necessidades nas calças, atormenta todo mundo blablablabla”. Pensei na hora: caramba, igual à minha avó. Ela está doente e faz as mesmas coisas e foi aí que pensei o quanto isso é comum. O quanto a vida é uma merda. Minha avó criou sete filhos e dezenas de netos. Com muita luta, trabalho e esforço E nenhum miserável, incluindo a mim, dá um jeito de cuidar legal dela. E isso, amigos, é a vida! Todos já estão fudidos o suficiente para terem mais essa ENORME responsabilidade. Quem passa por isso deve pensar: deu o que tinha que dar, viveu, agora morra e não dê problemas para os outros. Deus que me perdoe, mas infelizmente é assim!

Quando pensarem em ter filhos visitem o blog e releiam este texto. Pensem se querem uma vida assim para seus filhos. Quer ter um? Enriqueça para fazer a vida dele valer à pena. Se não, deixa quieto.

Vida na escala do terror

ONZE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado em: on Julho 23, 2009 at 8:47 pm Comentários (7)

Computadores: o inferno necessário

Um dia eu ainda faço isso

Um dia eu ainda faço isso

Bom, vou iniciar mais um post neste blog continuando a sessão objetos-do-inferno-que-vivem-para-nos-emputecer-e-nos-tirar-do-sério. O capítulo de hoje será totalmente dedicado ao objeto que possibilita eu estar me comunicando com vocês neste exato momento: o computador. Poucas coisas me irritaram mais na vida que os computadores. Poucas coisas te fazem perder mais dinheiro que os computadores e, mesmo assim, devemos nossa vida a eles.

Os computadores adoram me fuder. Como já disse anteriormente, estou com um PC na minha casa com 16 cores no monitor, não abre Word, não abre o pacote Office, lento pra cacete… O meu antigo queimou a fonte e por aí vai. É um problema atrás do outro. E é aí que começa outro tormento: os técnicos de computadores. Não sei qual raça é pior, a dos mecânicos ou a dos técnicos de computadores. Geralmente são gordos patéticos, morféticos, que foram aloprados desde o primeiro ano escolar e agora querem descontar sacaneando e tirando uma grana do bacana.

O manual dos técnicos de PCs tem apenas 5 quesitos:

1-     Invente problemas diversos para o computador

2-     Não sabe o que causou os “paus” na máquina ponha a culpa nos vírus, sempre funciona

3-     Fale que tem que trocar todas as peças do PC e faça um caixa dois básico. Ganhando uns 50% em cima do preço real da peça. Ou nem troque a peça, nem vão saber mesmo

4-     Nunca solucione o problema da forma mais simples e sim da forma mais complicada e mais cara

5-     Cobre uma taxa de serviço alta. Os idiotas pensam que a gente trabalha e vão pagar mesmo que seja para instalar um mouse ou um teclado

Não sejam inocentes ao ponto de se enganarem com as notinhas que eles trazem. São se amigos que fazem a nota, tudo está dentro do esquema. Há um tempinho mais ou menos eu sofri com a opção 4 do manual. O fio da NET saía no quarto da minha irmã, portanto só o PC dela estava com conexão. Chamei o técnico lá em casa, olha as idéia do maluco:

- Não, a gente pega um fio assim, compra 20 metros dele, aí fura a parede aqui, passa por ali, vem até a sua parede, fura também, passa por debaixo da sua cama e encaixa no PC. Aí terá internet

- E quanto vai custar?

- Vejamos. Cada metro de fio sai 5 reais, mais a mão de obra, mais um monte de coisa que eu vou inventar antes de solucionar de vez o problema mais….

Porra! É ou não é um filho da puta? Não é mais simples um roteador com uma placa de rede? Mais simples, mais rápido, mais desempenho e mais barato! E só para ir até a minha casa, tomar o meu café e falar meia dúzia de merda o cretino já queria cobrar a taxa de visita! Huahahaha é rir para não socar!

Perceberam que, logo depois que eles consertam sempre dá algum problema? Eu imagino que devem colocar um vírus que passe a funcionar um mês depois, ou uma peça com durabilidade de uma semana algo do tipo.

Armas para nos tirar do sério

O computador em si foi feito para nos irritar. Por exemplo, eles sempre dão um jeito do seu PC ser um LIXO alguns meses depois de ser o top de linha. E não adianta tentar atualizá-lo, comprar peças etc, sempre será uma MERDA inútil depois de um mísero tempo. Quer perder dinheiro, compre um PC de ponta, o objeto que mais desvaloriza.

Já perdi as contas de quantas vezes fiquei puto com computadores e quantas vezes sai na mão com eles. É porrada mesmo, jogando o teclado na mesa, soco na torre, enforcando o monitor entre outras coisas. Mas acho que dói mais em mim do que neles. Porque a minha dor psicológica é pior que a dor que infrinjo com murros e pontapés. Devem rir da minha cara enquanto apanham. Mas é inegável que uns tapas funcionam, por que será?

Outra coisa é a internet. Cai a conexão quando mais precisamos dela, fica lenta quando precisamos ser rápidos. Problemas não faltam. Os sites conspiram para nossos computadores virarem sucatas lerdas e a coisa mais desesperadora é perder minutos de sua vida esperando um site abrir.

Mais uma situação, chego em casa e quero ver se o técnico do Santos foi demitido. Por que diabos o site tem que ficar brilhando, com música, mostrando um vídeo de última geração, letras surgindo e desaparecendo, pipocando um monte de spam e tantas outras coisas? Para deixar a merda do PC lento! E por que alguém inventa vírus? Só sendo muito filho duma puta do caralho para inventar algo que só fode com a vida dos outros. Ou o vírus tem alguma utilidade a não ser nos irritar? Fazer-nos gastar dinheiro? DÚVIDO que os principais anti-vírus não têm um departamento de criação de vírus, criando algo para nos ferrar e convencer-nos a comprar a merda que eles vendem.

Tudo são máfias amigos e as máfias dos PCs são fortes. Por que alguém criaria um PC ótimo, que não pegasse vírus, que não desatualizasse? Porque com isso não precisaríamos comprar outro!!!

Bom, para finalizar, quero parabenizar o cidadão que fez o design do meu teclado. Só alguém de exímia habilidade criaria algo tão bem distribuído. Tem um botão que faz o PC desligar completamente. Para que eu usaria esse botão eu não sei, já que sempre desligo no menu “Iniciar”. Agora, adivinhem onde está o botão? DO LADO DO ENTER!!! Do lado do botão que mais uso no teclado!!! Quantas vezes eu digitando e por um erro de um centímetro no bater da tecla apertei o botão que desliga ao invés do enter!!!! Falem a verdade, é ou não é para irritar? Para estrebuchar?

PCs na escala do terror

Os computadores merecem uma nota alta na escala. Seria um 10, mas não viveríamos sem eles. É algo extremamente necessário para trabalhar, conversar, se informar etc. Portanto, colocando tudo na balança, dou um 8,2 para as máquinas.

Publicado em: on Julho 14, 2009 at 4:56 pm Comentários (8)

Quando seres (in)animados querem nos tirar do sério

Muitos fatores nesses meus 24 anos de vida levam-me a acreditar na existência de vida em objetos teoricamente inanimados. Todos os objetos se mexem, conversam e conspiram para te fuder, como se você já não estivesse fudido o suficiente. As armas deles são as mais diversas: se escondem quando precisamos deles, mudam de lugar, não funcionam do nada, dão defeito logo depois que compramos, espalham-se pelo quarto, tornando-o uma bagunça etc etc etc. Eu, como não poderia deixar de ser, tenho alguns objetos amaldiçoados e este post é homenagem a alguns deles.

Eu sou um atrasado por natureza. Desde antes de nascer já demorava para sair, nasci pós-maturo, mais de 9 meses de gestação e o médico me empurrando para vir à luz. Se duvidasse estaria lá até hoje. Nesse sábado queria ir para o clube nadar um pouco. Mais para tirar o desconforto de pagar e não freqüentar do que por prazer próprio. Resumindo, só estava pronto para sair às 15:00. Tudo certo na mochila, menos um detalhe: a touca de natação. Não posso nadar sem minha touquinha! É um acessório indispensável para qualquer atleta de alto nível como eu. Na verdade eu considero esta merda uma frescura do cacete e jamais a usaria, mas são regras do clube. Sem sunguinha chabi e touquinha ridícula e apertada (minha cabeça é grande, qualquer uma fica apertada) nada de nadar. Um puta caça-níquel do cacete, uma forma de tirar grana dos esquecidos. Adivinhem o que tem do lado da catraca do clube? Uma vendinha de touca e sunga, claro! Metendo a faca!

Bom, não poderia sair de casa sem a touca. Minha mãe e eu procuramos a touca por uma hora. Primeiro lugar que eu vi: gaveta das cuecas. Beleza, não estava. Continuei a odisséia ficando mais irritado a cada minuto. No fim da história estava justamente na gaveta das cuecas. Não é possível, eu olhei aquela merda, revirei direitinho e no fim das contas estava lá! É nítida a provocação do universo quanto a isso. Esconder as coisas que você mais precisa quando estamos mais atrasados. Acabou que não fui ao clube

Esse post vai render…

Eu nunca vi um ser inanimado tão filho duma puta como o controle da TV do meu quarto. Eu tenho a TV faz uns três anos e meio. Desse tempo, não me espantaria se soubesse que ele ficou metade perdido. Cerca de um ano sumido, já tinha desistido quando ele apareceu uma vez, não sei aonde. Minha mãe o achou. Depois disso TODOS OS DIAS ele some. E reaparece em locais que eu já tinha procurado umas cinco vezes! Mas é bom para minha difícil missão de perder peso. Já devo ter perdido inúmeras calorias levantando e mudando o canal toda hora. Pensei em lançar um DVD com essa técnica: “você já tentou de tudo para perder peso? Remédios, exercícios, dietas e acompanhamento médico? Jogue tudo isso no lixo, incluindo o médico, e emagreça JÁ! Compre agora o simples e prático filhodumaputation escondedor control” (se eu ver algo assim na TV vou processar por roubo de idéia, já está patenteado).

 Som do meu quarto: a maior zica de todos os tempos

 Outro objeto amaldiçoado: o som do meu quarto. Mais uma entrada minha no Guiness Book galera. “PÁ PÁ PÁ PÁAAAA PÁAAA PÁ PÁ! (Esporte Espetacular)” Comprei o som que mais vezes foi levado ao conserto na garantia. NÃO COMPREM SEMP TOSHIBA! Eu pelo menos nunca mais. Ele até funciona, mas só rádio e fita. A caixa de CDs dele sempre deu problema, não abre mais etc. Nem preciso dizer o quanto isso é irritante. Meu PC também. O bom que eu tenho queimou a fonte. Peguei um velho, queimou a caixa de som, não lê CD e agora deu um pau violento que só está com 16 cores no monitor.

 Não sei o que fazer com meus CDs, já que todos os meus aparelhos se recusam a rodá-los. Vou jogar frezbie, quebrar e fazer um mosaico, colocar no vidro de trás do meu carro para evitar multas, jogar na cabeça do pedreiro Batista quando me acordar, enfiar na boca de um bebê chorão, tacar no meu ônibus que passou bem na minha frente… Até que têm mais funções do que imaginava, farei um cinto de utilidades recheado de CDs para usar no cotidiano.

 Revolução das máquinas

 Para finalizar, teve um dia que estava atrasadão para o trampo e quando vou passar o bilhete único no metrô… PAU! Sem crédito. Vou recarregá-lo, PAU, sem dinheiro. Dá-lhe subir a ladeira até o banco tirar grana, já que a bancada do bilhete único aceita TODOS os cartões menos o meu, claro. Chego lá, tem duas máquinas, uma pronta para me fuder e outra de boa, funcionando direitinho. Adivinhem qual eu escolhi?

Escolhi a certa amigos! Huahaha tenho certeza que peguei vários nessa. Fui direto na máquina boa, mas claro que o universo não deixaria barato. A máquina certa deu erro de leitura, me jogando para a errada, onde era meu lugar. Passei o cartão nela, fiz todo o procedimento e… travou. Mais um objeto querendo me fuder. “Aguarde a contagem das notas”, até o Uóshington contaria mais rápido que esta merda. Ficou travado nisso, chamei o carinha do banco e ele:

 - Ah essa máquina é assim mesmo, dá problema toda hora. Agora são uns 20 minutos para resolver. Ou sai o dinheiro e debita ou dá mensagem de erro.

 E eu, obviamente, fiquei puto:

 - Porra se é sempre assim por que não colocam uma mensagem dizendo que ta ruim a máquina? Ou por que não consertam essa merda?

 - Pois é…

 É ou não é de fuder? Já estava atrasadaaaaço mesmo, ferrado. Esperei a porra da máquina. E deu a segunda opção: mensagem de erro. Não debitou da minha conta. Agora vocês me dizem: se eu tivesse desencanado, ido em outra tirado a grana e vazado, teria dado a mesma mensagem de erro ou sairia meus 20 conto para o primeiro idiota que aparecesse? Com certeza o filho da puta do banco não conserta porque já deve ter ganho uma bela duma grana nessa brincadeira. Depois disso, passei de novo na máquina boa, que eu tinha passado primeiro E NÃO DEU ERRO DE LEITURA!! Por que da primeira vez deu caralho?? Para me sacanear mesmo, conspiração dos seres (in)animados!!

 Objetos conspirando, escala do terror

 Merecem um 9,6. Mexem com físico, psicológico e mental ao mesmo tempo. Te atrasam, te tiram do sério e por aí vai. Uma arma forte do universo.

 

obs: à noite colocarei a foto do meu som, da touca e do controle

Publicado em: on Julho 6, 2009 at 8:08 pm Comentários (12)

Merdas que acontecem nos aniversários!

Bom, eu não estava disposto a postar porra nenhuma mais neste blog. No entanto, o Anderson, meu primo e irmão, decidiu fazer um texto para colocar aqui. Forma de apoio ao trampo que tava tendo, que infelizmente poucos apoiaram mesmo. Aí vai, texto de hoje, por Anderson Yoshiura Soares:

“Olá! Sou Anderson, primo de Rafael Jubelini! Como forma de apoio, estou hoje diretamente postando um texto no “hilariodiario”, já que tive a permissão de bolar algo e divulgar aqui. Então pensei: “Bom, não sou tão bom quanto o Rafael na genialidade de deixar texto do qual as pessoas não conseguem mais parar de ler, mas farei o possível pra postar um texto interessante no nosso blog!”.

 

O assunto que posto hoje é provavelmente um que poucos azarados como eu puderam vivenciar e ter o que falar para as pessoas depois; “Merdas que acontecem nos aniversários!”.

 

Bom, muita gente gosta de aniversários (ou pelo menos, de alguma cerimôniazinha que seja, para celebrar mais um ano de vida). Mas, e quando você sente inocentemente que será mais um simples e humilde bolinho para não “passar em branco” e na verdade, algo dá errado? Ou quando se programa algo como uma festa e algo também dá errado? Aquele “algo” errado que te faz ficar sem reação? Bom, (in)felizmente já passei por alguns aniversários não muito agradáveis, mas inesquecíveis, de fato! Coloquei o “(in)” antes do felizmente porque hoje posso lembrar e rir dessas merdas (apenas poucas de muitas que já me ocorreram) e contar para os amigos… (De fato, até o Ra conta histórias sobre mim para pessoas que nem conheço, sendo que fico sabendo depois quais histórias já foram e quais ainda não foram mencionadas para a galera!)

 

Bom, de um aniversário que eu me lembre que não foi lá essas coisas para mim, mais pra um dia normal do que pra um dia “meu” mesmo, foi o meu último aniversário! Mas não tem muito que contar dele, exceto o fato de eu ter passado o dia inteiro de cama, gripado, com o nariz assado já de tanto ficar assoando devido à coriza que tava…

 

É… talvez eu deva voltar um pouco mais no tempo, como no ano em que devo ter feito uns 16 anos, do qual quando fui ver o meu bolo de aniversário, misteriosamente estava faltando ¼ dele! Como assim bixo?! QUE MERDA É ESSA?! E depois fico sabendo através da minha mãe que meu irmão tinha pego o pedaço do bolo pra levar pra casa da namorada dele, hoje esposa, já que ela faz aniversário 2 dias depois do meu! Mas… peraê! E fica por isso mesmo? “Ah, a gente dá um jeito na hora da foto…”! É, realmente, deram um jeito mesmo! Nada mais, nada menos do que uma garrafa de coca-cola (cheia, claro) de 2 litros na frente do pedaço faltando! Pronto! Problema resolvido! Assim, pra quem olhar a foto, o bolo está inteiro! Prático não? Pois é… esse ano a primeira fatia do bolo foi para meu irmão e para minha cunhada que na época nem conhecia! Detalhe: sem eu ficar sabendo, ainda por cima!

 

Definitivamente, é um episódio inesquecível pra mim que rende muitas risadas, agora! Mas naquele ano…. PUTAQUEOPARIU… Se fosse outra pessoa, se recusaria a comer o bolo, com razão!  Mas enfim… agora já foi né?

E quando fiz 8 anos, que meu tio pão duro e cara de pau me levou num posto de gasolina pra comprar meu presente? KKKKK! Um dominó de R$1,99! Detalhe: ainda queria me ensinar a jogar, sendo que eu já sabia! Que presentão hein?! Tudo o que eu precisava mesmo!

 

Outro aniversário trágico foi o de 10 anos… ou 12, não lembro bem… Bom, talvez eu não me lembre muito bem porque no dia da festa fui de bicicleta atrás do meu irmão e acabei caindo e batendo com a cabeça no meio fio da calçada! Tem até uma foto minha na festa com a mão na cabeça, sentindo o galo animal que ficou por um tempo…

 

Em resumo: volte e meia me fodo na vida, de forma hilária e digna de se contar numa mesa de barzinho com os amigos, ou, no caso, postando aqui neste blog!

 

As merdas (que não queremos que aconteçam) que acabam ocorrendo nos aniversários, na escala do terror:

 

Bom, acho que depende de cada aniversário, no geral, classifico como nota 7.0, por tratar-se de um dia especial para cada um (quem não considera o seu aniversário como um dia diferente dos outros?) e com certeza mexe com o psicológico saber que deu alguma merda no dia do aniversário! Não sei se vocês já tiveram o azar de acontecer algo de ruim justo no dia em que queremos que dê tudo certo, mesmo sem ter planejado nada, mas seria legal ler relatos e comentários sobre isso!

 

O blog anda meio parado ultimamente, tanto que o Ra até desanimou em fazer novos textos e, realmente, fazer um texto grande e ver meia dúzia de comentários em 3 semanas desanima mesmo! Quem tiver passando e der uma lida nos textos, pelo menos comenta alguma coisa que seja! Nós agradecemos os que sempre comentaram e pedimos desculpas se demorou pra sair um texto novo, mas pra ter mais comentários de um texto, estaremos postando (mais o Ra do que eu) apenas um texto por semana, ao invés de nos domingos e nas quartas, como era atualizado antes!   

Publicado em: on Junho 29, 2009 at 3:22 pm Comentários (11)